São Paulo - Um estudo da Copenhagen City Heart Study, publicado pela Mayo Clinic, revela que a prática de tênis pode aumentar a expectativa de vida em 7 a 9 anos.
A pesquisa acompanhou mais de 8.500 pessoas ao longo de 25 anos e mostrou que os praticantes de tênis superaram corredores, ciclistas e nadadores em termos de longevidade.
Felipe Garcia, professor de educação física e franqueado da Fast Tennis, destaca que os benefícios do tênis vão além do condicionamento físico. Ele enfatiza que a modalidade melhora a saúde cardiovascular, ajuda na prevenção de diabetes e promove a coordenação motora, além de favorecer a perda de peso. O crescimento do tênis no Brasil, com mais de 2 milhões de praticantes, reflete a importância do esporte para a saúde e longevidade.
Apesar de o estudo ter sido realizado em um país europeu, o Brasil também reflete o crescente interesse pela modalidade. Segundo a Confederação Brasileira de Tênis, o país já contabiliza mais de 2 milhões de praticantes. E a tendência é de expansão nos próximos anos: mais do que um esporte, o tênis vem se consolidando como um importante aliado da longevidade.
O fato de o tênis ser uma modalidade coletiva é também um fator que contribui para que os jogadores do esporte vivam mais do que os atletas que praticam esportes individuais, e a principal razão vem da conexão social. Há mais de 85 anos, a Universidade Harvard conduz o “Estudo sobre o Desenvolvimento Adulto”, considerado o mais longo levantamento científico sobre felicidade já realizado, que aponta que as pessoas com relações sociais próximas permanecem fisicamente mais saudáveis à medida que envelhecem.
Por ser uma prática que estimula convivência, troca de experiências e senso de pertencimento, o esporte cria conexões que também impactam diretamente na qualidade de vida. “O ser humano é naturalmente sociável. Estar em um ambiente com pessoas que compartilham interesses em comum fortalece a saúde mental, reduz o estresse e, consequentemente, melhora a perspectiva de vida”, conclui Felipe.






