
Os benefícios para a saúde para o meio ambiente são indiscutíveis. Porém, a falta de preparo tem ocasionado o aumento no número de lesões musculares e as más condições das vias têm impactado no número de acidentes com ciclistas, que acabam fraturando os ossos nessas quedas. “Percebemos que nos últimos seis meses, houve um aumento nos casos de ciclistas com dores lombares e síndrome do trato iliotibial, além de fraturas decorrentes de quedas nas ciclofaixas”, revela André Nogueira Ferraz, fisioterapeuta especializado em esportes e sócio-fundador da Club Fisio - clínica de fisioterapia especializada nas áreas de ortopedia, traumatologia, atm e pilates.
O aumento no número de quedas oriundas de acidentes com as bicicletas mostrou três tipos de fraturas mais comuns: são fraturas do cotovelo, fratura da cabeça do úmero e fratura luxação na clavícula, pelo mecanismo do trauma que se dá com os membros superiores em extensão e a mão espalmada no momento da queda. “Dependendo da extensão da lesão, ela se torna cirúrgica, impactando negativamente na vida das pessoas acometidas”, explica Gustavo Lacreta Toledo, especialista em fisioterapia musculoesquelética, aprimoramento em reabilitação, traumatologia do esporte e ortopedia pediátrica e sócio-fundador da Club Físio.
Segundo o relato dos pacientes, as quedas ocorrem com freqüência porque a qualidade do asfalto é baixa e pela grande quantidade de buracos na vias. “Outro problema narrado constantemente, é que por mais que sejam exclusivas, as ciclovias são pouco protegidas e facilmente invadidas por carros e motos, podendo levar a acidentes mais graves. Percebemos que a prática do ciclismo deve ser incentivada, mas falta, e muito, campanhas de conscientização dos motoristas e uma boa preparação para que esses ciclistas estejam 100% seguros em suas atividades, tanto de lazer, como de rotina diária, bem como uma boa preparação física para que eles não venham a se lesionar”, finaliza André Nogueira Ferraz.






