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Foto: Márcio Kato / ZDL

São Paulo - Quem nunca se deparou com um jogador caído no meio do campo durante uma partida de futebol, por causa de uma câimbra? Pois bem, embora sejam muito comuns entre os esportistas, essas contrações musculares súbitas, involuntárias, dolorosas, intensas e momentâneas podem ocorrer com qualquer pessoa.  
 

De acordo com o angiologista Ary Elwing (CRM-22.946), especialista em cirurgia vascular periférica e tratamento a laser, elas atingem tanto um grupo muscular como apenas um músculo isolado do corpo. As regiões acometidas com maior frequência são: panturrilha, músculos anteriores e posteriores das coxas, nos pés, nas mãos, no pescoço e no abdômen.

“Muitos fatores podem desencadear a câimbra, podendo estar relacionado com a deficiência de vitaminas na alimentação, alterações metabólicas, inatividade muito longa do músculo, desidratação ou por prática de atividade física muito impactante. Lembrando que a hiperexcitação dos nervos que estimulam os músculos é uma das principais causas das câimbras musculares” explica o angiologista.
 
Outras causas das câimbras - Segundo o Dr. Ary Elwing, a desidratação é uma das causas para o acontecimento das câimbras, pois a falta de água deixa as fibras musculares e dos tendões mais sujeitos aos espasmos. Outro motivo é deficiência de sódio, potássio e magnésio na alimentação. “Pessoas hipertensas que, normalmente, tomam diuréticos têm perdas de potássio. Além disso, a acumulação de ácido lático ou cetona nos músculos durante o exercício físico, doenças metabólicas como diabetes, hipotireoidismo, alcoolismo, hipoglicemia, doenças neurológicas como Mal de Parkinson e doença do neurônio motor, deixam o indivíduo mais sujeito aos espasmos”, informa o angiologista.
 
As baixas temperaturas também deixam a musculatura mais tensa e contraída, o que contribui para a ocorrência de fisgadas nas fibras musculares. “Elas são mais frequentes no inverno, pois o excesso de gordura se acumula nas paredes das artérias fazendo com que elas fiquem endurecidas e estreitas, deixando as pessoas mais propícias a problemas circulatórios”, esclarece o Dr. Ary.
 
Câimbras noturnas: como surgem?  - As câimbras noturnas não estão associadas às doenças graves. No entanto, podem estar relacionadas a efeitos colaterais de algum remédio prescrito e ausência de minerais como cálcio, sódio e magnésio. 
 
“Geralmente, um movimento feito inconscientemente durante o sono, de se esticar ou se espreguiçar na cama, pode ser o fator contri buinte para a contratura intensa e inadequada de determinado músculo.
 
Mas a câimbra noturna idiopática (sem causa aparente) pode surgir por causa do excesso de esforço físico durante o dia”, explica o especialista em cirurgia vascular periférica.
 
O ideal é alongar-se 15 minutos antes de deitar, ingerir muito líquido e, inclusive, hidrotônicos que ajudam a repor o sódio. A inclusão de alimentos ricos em cálcio e magnésio na dieta e evitar o sedentarismo são outras medidas necessárias. “O uso de medicamentos com vitamina E, complexo B, verapamil, cloroquina e gabapentina também atuam no combate das contrações, porém, devem ser recomendados pelo médico”, finaliza o Dr. Ary Elwing.
 
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