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Anderson Ezequiel  / Foto: CBC/Divulgação

Azerbaijão - Com uma participação expressiva regada a muita raça e determinação, o piloto brasileiro Anderson Ezequiel, de apenas 22 anos, fez bonito neste sábado (09/06) e rompeu barreiras importantes para a modalidade ao conquistar a medalha de bronze no Campeonato Mundial, realizado entre os dias 5 e 9 de junho, no Azerbaijão. O resultado chega para consolidar a força da nova geração do BMX brasileiro no cenário internacional.
 
"Hoje foi um dia inesquecível na minha carreira. É um momento que quero lembrar com orgulho para o resto da vida. Fiquei muito feliz com o resultado. Trabalhei duro durante meses ao lado do meu treinador, Domingos Lammoglia, para chegar aqui pronto para disputar as primeiras posições. Agradeço a confederação pela oportunidade, minha família, meus companheiros de equipe, e toda a galera do Brasil que incentivou e torceu do início ao fim”, comentou Anderson, mais conhecido como “Andinho”.
 
A capital Baku foi o grande palco das disputas. Conhecida pelas suas grandes tempestades e identificada como "cidade castigada pelo vento", Baku recebeu os principais atletas da atualidade em busca do título mais importante da temporada. A Seleção Brasileira competiu com os pilotos Anderson Ezequiel, Julia Alves, Paola Reis, Priscilla Stevaux e Renato Rezende.
 
Os primeiros confrontos da fase classificatória estavam previstos para sexta-feira, mas devido aos fortes ventos na cidade, a União Ciclística Internacional (UCI), em reunião com os atletas, decidiu adiar as provas e concentrar todas as disputas neste sábado. Com isso, os pilotos tiveram que enfrentar uma programação extensa e cansativa, com poucos períodos de descanso entre as baterias. Nada que tirasse o foco da seleção, que entrou determinada na disputa.
 
Superação - Após passar por momentos difíceis nas últimas competições, onde acabou se envolvendo em quedas, mesmo sendo favorito, Anderson Ezequiel seguiu de cabeça erguida, sabendo que alcançar um grande resultado era só questão tempo. E foi isso que aconteceu em Baku.
 
Anderson fez uma fase classificatória muito consistente e técnica, sempre evitando situações arriscadas que pudessem prejudicar a sua classificação para as fases seguintes. Na final, o brasileiro pedalou forte, sempre entre os primeiros, e garantiu a inédita medalha de bronze para o Brasil no Mundial. As duas primeiras colocações ficaram com os franceses Andre Sylvain e Joris Daudet, nesta ordem. O piloto Renato Rezende ficou nas oitavas de final.
 
Com este resultado, Anderson se tornou não só o primeiro atleta brasileiro a conquistar uma medalha na Elite do Campeonato Mundial de BMX, mas também cravou o melhor resultado da categoria elite em mundiais, entre todas as disciplinas olímpicas do ciclismo brasileiro.
 
“O grupo fez uma prova muito positiva, todos os pilotos estão de parabéns. Se não fossem os imprevistos que tivemos com as quedas, poderíamos ter alcançado ainda mais resultados expressivos. O Andinho está atravessando uma excelente fase e merecia um resultado desta importância. É uma medalha que vai ser muito importante tanto para o crescimento do grupo como para o desenvolvimento do BMX brasileiro”, destacou Thomas Allier, técnico da seleção.
 
Prova feminina - O destaque da seleção na prova da Elite feminina foi Julia Alves, 21 anos, que avançou até as semifinais. A brasileira se chocou com outra atleta ainda na primeira reta e acabou caindo, não retornando mais para a competição. Na classificação geral, Julia ficou na 14ª colocação.
 
A medalha de ouro foi para Laura Smulders, a prata ficou com Merel Smulders, e o bronze com Judy Baauw, todas atletas da Holanda. Entre as demais brasileiras, Paola Reis e Priscilla Stevaux, que também acabou se envolvendo em uma queda, ficaram nas quartas de finais.
 
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