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Suzete Yamashiro / Foto: Divulgação

São Paulo - Os Jogos Pan-Americanos que terminam esta semana em Toronto, no Canadá, assim como as Paraolimpíadas de 2016 não incluem o nado sincronizado como modalidade esportiva, esporte que vem sendo praticado também por portadores de necessidades especiais há 20 anos. Recentemente, a ONG Synchro Swimming Athletes with Disabilities, que trabalha para tornar o nado sincronizado em um esporte paraolímpico, além de apoiar atletas com deficiência de diversos lugares do mundo, realizou recentemente a competição mundial Sinchro Taiwan AWD and Symposium, em Taiwan, na China. O Brasil foi representado pela atleta Suzete Yamashiro, de 42 anos.

Suzete tem uma história de superação e resiliência. Em 2003, recebeu o diagnóstico de miosite ossificante, uma lesão benigna nos ossos. Tranquilizada com o diagnóstico, a então dentista engravidou de sua filha Stella, hoje com 10 anos. No final de 2005, um nódulo axilar apareceu no mesmo braço e, após a biópsia, o diagnóstico foi de Osteossarcoma, um tumor maligno ósseo. Após uma cirurgia de 12 horas e um intenso processo de tratamento que durou dois anos, Suzete optou pela amputação do membro, com o acompanhamento e apoio de sua família e médicos. O que a princípio poderia ser encarado como algo ruim, na verdade, deu um novo brilho à vida da dentista.
 
Devido a sua limitação para exercer a profissão e com uma criança de dois anos, Suzete abandonou o consultório e passou a dedicar-se a outras atividades. Por meio de um amigo, descobriu o programa de diversidade da farmacêutica Bayer e iniciou uma nova carreira, dessa vez como assistente na área de pesquisa cientifica. Apaixonada por esportes, descobriu uma nova paixão, a natação. Hoje, Suzete é paratleta na AACD e já ganhou diversas medalhas. “Sou plenamente realizada já que trabalho, cuido de minha filha e sou paratleta na AACD, onde desde 2009 faço parte de grupo independente de nado sincronizado”, conta Suzete. 


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