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Para Ricardinho, seleção brasileira vai melhorar desempenho em relação à Liga Mundial/ Foto: Divulgação

Londres- A sexta posição na última Liga Mundial, disputada em julho, teve gosto de frustração. Depois de cinco anos afastado da Seleção Brasileira masculina de vôlei, o levantador Ricardinho voltou à equipe e amargou o pior resultado da era Bernardinho. Dono de um estilo de jogo mais veloz, com uso dos ponteiros, Ricardinho admite que a readaptação à equipe é um processo lento, mas diz que a sequência de treinamentos às vésperas dos Jogos Olímpicos de Londres recobrou a confiança do time.  

 

“É claro que o resultado na Liga deixou a todos preocupados, mas é preciso lembrar que esse é um time habituado a dar a volta por cima. Não será a primeira vez que esse time supera uma desconfiança”, afirmou Ricardinho, que revelou temer pelo seu corte. “Fiquei aliviado quando o Bernardinho confirmou a convocação. Tive mais paz para treinar”.
 
Ricardinho considera o período de treinos curto, mas julga que a evolução do time já permite sonhar com resultados melhores. O levantador se julga na equipe reserva e, segundo ele, isso ajuda a ganhar entrosamento com os demais jogadores. “Me sentia meio sufocado com a indefinição, tinha muitos companheiros. É sempre melhor trabalhar com um grupo menor”.
 
Em relação aos Jogos de Atenas, quando participou da equipe que conquistou a medalha de ouro, Ricardinho afirma que o estilo de jogo facilitava o seu trabalho. “Essa é uma equipe mais alta; aquela era mais ágil, rápida. É claro que vou ter alguma dificuldade de adaptação, são outros colegas”, disse.
 
Para Bruninho, companheiro de posição, a convocação de Ricardinho ajudou o Brasil a ter mais variação de jogo. “Nossos estilos são complementares. É claro que o Bernardinho vai nos usar para ter uma diversidade maior. Nossos adversários têm características diferentes e nós podemos mudar o ritmo de jogo, atrapalhar o nosso rival”, explicou.
 
Sobre a estreia, o levantador afirmou que é fundamental estrear com uma vitória contundente. “A Tunísia é um adversário teoricamente mais fraco. Temos que entrar com tudo e vencer logo na estreia”, afirmou, antes de lembrar uma boa coincidência. “Estreamos no Mundial de 2010 contra a Tunísia e ganhamos a competição. Espero que a história se repita mais uma vez”, torce Bruninho.
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