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Murilo não descarta boicotar seleção se a CBV não punir os dirigentes responsáveis pelo escândalo / Foto: Reprodução / ESPN

Rio de Janeiro - Com a confirmação das denúncias sobre a Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) feita pela Controladoria Geral da União (CGU) e o fim do contrato de patrocínio entre a CBV e o Branco do Brasil, após 23 anos, o ponta Murilo resolveu vir a público e desabafou sobre o escândalo em entrevista à ESPN.

O vitorioso jogador da seleção brasileira disse que se sente traído por Ary Graça, ex-presidente da CBV e número 1 da FIVB (Federação Internacional de Vôlei). Para Murilo, o sentimento é de que todos os jogadores deram o sangue para que Ary chegasse aonde está hoje. O ponta fala inclusive em boicote. 

"Dá uma sensação de traição, porque, querendo ou não, os resultados que conquistamos nos últimos 15 anos ajudaram a colocar essa pessoa como presidente da Federação Internacional. Eu e os outros jogadores temos o sentimento de que fomos traídos, porque dedicamos nosso tempo, nosso suor, nossos joelhos, ombros e tornozelos por essa pessoa, mas, infelizmente, fomos traídos", desabafa. 

Murilo deposita as fichas na nova gestão da CBV para que não seja necessário um boicote. "Ainda não tocamos no assunto [boicote], vamos esperar... Confio que a nova gestão da CBV possa, aliás, deva fazer alguma coisa. Devem se pronunciar diante das câmeras e dizer quais atitudes serão tomadas. Mas, pessoalmente, não descarto a possibilidade. Se nada for feito, um boicote à seleção pode ajudar a pressionar", menciona.

O Banco do Brasil só voltará a patrocinar a CBV quando os dirigentes denunciados forem punidos, conforme recomendação da CGU. Além disso, o órgão pede que o dinheiro seja ressarcido, outra condição do BB para retomar o contrato de patrocínio. 

"Nós, jogadores, estamos fazendo nosso papel e cobrando dessa nova gestão que faça seu papel. Toda a credibilidade que conquistamos dentro de quadra com o vôlei precisamos ter também fora das quadras", finaliza o jogador.

 
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