Rio de Janeiro - A Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) anunciou, nesta sexta-feira (14/8), sua nova política sobre a elegibilidade de atletas para competições femininas. A medida visa alinhar as regras nacionais com as diretrizes internacionais, especialmente as do Comitê Olímpico Internacional (COI), da Federação Internacional de Voleibol (FIVB) e da Confederação Sul-Americana de Voleibol (CSV).
A partir de hoje, a CBV adotará os critérios da Política de Proteção da Categoria Feminina do COI, publicada em março de 2026. Essa política determina que apenas atletas do sexo biológico feminino podem competir na categoria feminina, com a verificação sendo realizada por meio de testagem do gene SRY. Apenas condições excepcionais, previstas na política, poderão ser consideradas como exceções.
Essa nova regra foi aprovada em setembro de 2025, já foi incorporada pela FIVB e aplicada na Liga das Nações deste ano. A política entra em vigor imediatamente nas competições da CBV, incluindo a Superliga A e B (temporada 26/27), Supercopa 2026, Copa Brasil 2027, Circuito Brasileiro de Vôlei de Praia 2027 (adulto) e no CBVP Challenger 2027, além das edições subsequentes durante a vigência da política.
Radamés Lattari, presidente da CBV, destacou a importância da mudança: 'Com a mudança dos parâmetros internacionais e da responsabilidade institucional, a CBV buscou manter o alinhamento entre as regras que regem as competições nacionais com as hoje vigentes para as competições internacionais. A decisão da CBV se adequa ao COI e deixa nossos campeonatos equiparados com as competições internacionais.'
O médico João Olyntho, presidente do Conselho de Saúde do Voleibol, também comentou a nova política: 'A CBV se alinhou aos posicionamentos do COI e da FIVB quanto à necessidade das jogadoras realizarem o processo de triagem do gene SRY para a elegibilidade da categoria feminina. A coleta de material é feita de forma pouco intrusiva e altamente precisa.'






