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Jogadoras têm acompanhamento especializado para controle de variação hormonal / Foto: Divulgação

São Paulo - Começo de temporada é momento de avaliações médicas e físicas para os atletas. E no caso de atletas mulheres, há maior necessidade ainda de estudos corporais, por conta de período menstrual a variações hormonais.
 
Esses testes fundamentais são desenvolvidos no Hinode Barueri pelo preparador físico José Elias, que começou a trabalhar nessa linha há 21 anos, já ao lado do tricampeão olímpico José Roberto Guimarães, hoje técnico da equipe paulista de vôlei.
 
O Hinode Barueri nasceu em outubro do ano passado, mas o projeto da dupla veio bem antes e é pioneiro no Brasil. "Esse trabalho começou junto com o Zé Roberto, quando ele optou por trabalhar com o vôlei feminino em 1996, em Barueri. A proposta era não só treinar as jogadoras, mas entender o corpo delas. Fomos o primeiro grupo no País a fazer controle de ciclo menstrual e corportamento hormonal", contou Zé Elias.
 
As primeiras baterias de exames do Hinode Barueri foram realizadas nessa terça-feira (13) no Total Care e no Hospital Paulistano, em São Paulo. As atletas fizeram hemograma; indicação de sais minerias, sódio, potássio e vitaminda D; verificação dos hormônios mais importantes, como o da tireóide; além de eletrocardiograma, ecocardiograma e raio X do tórax. Passarão, também, por uma avaliação cineantropométrica - relação de medidas cintura-altura-quadril e estudo de amadurecimento biológico e funções corporais.
 
Hoje em dia, todo esse trabalho é desenvolvido interdisciplinarmente, em conjunto com uma ginecologista especializada na mulher atleta. E nesta temporada, que o Hinode Barueri disputará pela primeira vez a Superliga A - depois de ter conquistado o título da Superliga B -, as avaliações serão ainda mais detalhadas, com o objetivo de que todas cheguem a sua melhor performance.
 
"Nesta primeira semana, verificamos o estado de saúde das jogadoras, conhecendo o máximo possível sobre metabolismo, suporte energético, histórico de lesão. O segundo ponto, é se certificar de que os grandes sistemas estão funcionando bem. A primeira referência do organismo da mulher são os hormônios, e a segunda o comportamento músculo-esquelético e o aparelho locomotor, que determina até a maneira como elas pisam e pulam."
 
Em se tratando de uma equipe feminina, um dos pontos principais são os hormônios, que influenciam diretamente na performance. "Acompanhamos a resposta hormonal nos 28 dias do ciclo menstrual. A ciência diz que, logo após o término da menstruação, é o momento de melhor desempenho das atletas. Mas existem exceções; algumas relatam que se sentem mais eficientes durante a TPM", explicou Zé Elias.
 
Erika, ponta do Hinode Barueri, elogiou o trabalho desenvolvido na equipe e ressaltou a importância do acompanhamento médico. "É primordial começar a temporada sabendo o que cada atleta pode render, qual trabalho físisco se adapta melhor e o limite de cada uma, para saber o quanto exigir nos treinos com consciência e segurança. O Zé Elias é um dos melhores preparadores físicos do mundo e é muito bacana ter toda essa estrutura a nossa disposição."
 
"O controle do nosso ciclo menstrual e da variação de hormônios também é fundamental. No começo da temporada, cada uma menstrua num dia; depois de um tempo, todas juntas. Cada jogadora é de um jeito... cólicas, anticoncepcional...às vezes perdemos treinos por não estar bem. Tudo influencia dentro de quadra", completou.
 
O corpo da mulher é muito complexo. Por isso, todas essas avaliações médicas e físicas, hoje em dia facilitadas pela tecnologia, são fundamentais para que uma atleta comece a temporada em seu melhor estado e tenha um acompanhamento em busca da melhor performance. As jogadoras do Hinode Barueri já estão se preparando para esta temporada, em que disputam Campeonato Paulista, Copa do Brasil e Superliga A.

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