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Nick Dempsey no RJ / Foto: Fred Hoffmann/ZDL

Rio de Janeiro - A Baía de Guanabara já é o centro das atenções dos velejadores de todo mundo. Várias delegações desembarcaram no Rio de Janeiro nesta semana para conhecer a raia da Olimpíada e testar as instalações. 
 
Um exemplo disso foi a participação de 15 atletas estrangeiros na Semana Brasileira de Vela, evento que definiu a seleção nacional para a temporada. Além disso, treinadores e chefes de equipe estrangeiros buscam informações precisas sobre o regime de ventos da Cidade Maravilhosa. Entre segunda e sexta-feiras, os 'gringos' rivalizaram com os brasileiros nas regatas. Na água, nomes como os medalhistas olímpicos de RS:X Marina Alabau (Espanha) e Nick Dempsey (Reino Unido) se prepararam na capital fluminense para os campeonatos do ano. 
 
O maior medalhista olímpico do País, Robert Scheidt, afirmou que a vinda dos estrangeiros para o Rio de Janeiro é normal na modalidade, que depende da natureza. "A vela é um esporte onde é imprescindível competir no local onde serão as competições olímpicas. No último ciclo olímpico, ainda na Star, eu e Bruno Prada testamos inúmeras vezes a raia de Weymouth, na Inglaterra. Os atletas de fora precisam dessas informações para ter um desempenho favorável".
 
A delegação holandesa, por exemplo, levou equipamentos de alta precisão ao Pão de Açúcar, cartão postal do Rio de Janeiro, para registrar todas as informações de vento e corrente da Baía de Guanabara. "É o melhor lugar para se fazer essas análises", lembrou Robert Scheidt. 
 
"Estou ansioso para participar de mais uma olimpíada, agora no Rio de Janeiro. Treinei anos atrás no Brasil e tenho informações sobre a raia. Adoro vir pra cá", revelou Nick Dempesy, que se preparou no Rio de Janeiro para o Mundial de RS:X de Búzios, em março.
 
Outro atleta que aprovou a raia carioca foi o cipriota Andreas Cariolou. "Faz parte da modalidade treinar no país-sede de uma competição importante. Gosto muito do clima local e espero vir ao Brasil em agosto para simular as reais condições climáticas".
 
A Semana Brasileira de Vela no Rio de Janeiro definiu também os atletas que serão os 'titulares' da seleção nacional da modalidade, que já rendeu 17 medalhas olímpicas ao País. O destaque foi Robert Scheidt, que faturou o título na Laser de maneira quase perfeita. O atleta mostrou estar motivado para tentar sua sexta medalha olímpica em 2016. Na Laser Radial, uma novidade: Fernanda Decnop tirou a hegemonia de Adriana Kostiw na classe. 
 
Na 470, as líderes do ranking mundial venceram a quarta competição no ano. Fernanda Oliveira e Ana Barbachan querem competir mais uma olimpíada em casa. No masculino, os melhores do evento foram Fábio Pillar e Samuel Albrecht. Na Finn, Jorge Zarif venceu o duelo contra Bruno Prada. "Estamos treinando e competindo juntos. Nosso trabalho com o espanhol Rafa Trujillo vai nos ajudar a evoluir na categoria. Tenho o objetivo de ir muito bem no Mundial da Estônia. Cada vez mais consigo ganhar experiência com o barco e me sinto motivado a treinar visando uma medalha em 2016", disse Jorginho.
 
Na 49er, os melhores do País na atualidade são André Fonseca e Francisco Andrade. As líderes do ranking mundial de 49er FX, Martine Grael e Kahena Kunze, mostraram talento no Rio de Janeiro. "Ficamos bem contentes com este resultado. Treinamos muito durante os últimos meses e, com a vaga na equipe olímpica, teremos apoio neste próximo ano", comemorou Martine.
 
Na RS:X deu a lógica: Ricardo Bimba Winicki e Patricia Freitas.
 
Equipe Brasileira de Vela 2013
 
Laser - Robert Scheidt
Laser Radial - Fernanda Decnop
470 Masculino - Fábio Pillar/Samuel Albrecht
470 Feminino - Fernanda Oliveira/Ana Barbachan
Finn - Jorge Zarif 
49er - André Fonseca/Francisco Andrade
49er FX - Martine Grael/Kahena Kunze
RS:X Masculino - Ricardo Bimba Winicki 
RS:X Feminino - Patricia Freitas
 
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