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Espanhóis foram assaltados no Rio / Foto: Fred Hoffmann/CBVela

Rio de Janeiro – Após dois velejadores e um treinador da delegação espanhola serem assaltados na semana passada, e atletas de quatro países presenciarem um tiroteio em Niterói, a Federação Internacional de Vela (World Sailing) resolveu que pedirá à organização da Rio 2016 um plano esquematizado de segurança para seus velejadores.
 
Muitos deles já estão no Rio para uma programação intensa de treinos até o início dos Jogos Olímpicos, em agosto. O pedido será feito pela World Sailing em reunião com o departamento de segurança do comitê organizador nesta terça-feira.
 
“As autoridades precisam saber que os velejadores estarão na cidade de agora até o fim dos Jogos. A vela não é como todos os esportes. Temos atletas treinando todos os dias no campo de jogo. Precisamos ter a certeza que eles estarão seguros na cidade enviando informações às autoridades, como o local aonde eles estão, quando chegam, quando partem e aonde treinam. Isso pode ajudar na melhora da segurança”, declarou Alastair Fox, diretor de competição da entidade.
 
Um levantamento dos dias e locais de hospedagem dos atletas, bem como do lugar em que treinarão, será repassado ao comitê Rio 2016, como forma de ampliar o policiamento das regiões catalogadas. A Secretaria de Segurança Pública do Estado também deve atuar.
 
O treinador espanhol Santiago Lopez Vázquez mudou de postura após o assalto e disse que agora não pode agir mais de forma normal, como qualquer cidadão. “Nas primeiras vezes que vim ao Rio tinha mentalizado o perigo. Mas como o tempo você acaba se descuidando. Agora, todo mundo que aparece é suspeito. O protocolo de segurança agora terá que ser seguido ao máximo. É triste acontecer isso em uma cidade tão maravilhosa”, relatou.
 
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