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Surfistas do Nordeste dominam títulos no Surf Brasil Base 2026
Campeões Brasileiros / Foto: Brocolis / Surf Brasil

Navegantes - Os surfistas do Nordeste fizeram a festa no domingo em Santa Catarina, conquistando 6 dos 8 títulos brasileiros no Surf Brasil Base 2026 apresentado pela Prefeitura de Navegantes. Foram três vitórias da Paraíba, duas do Ceará, duas de São Paulo e uma da Bahia. Na categoria Sub-18, os campeões foram o paraibano Felipe Homsi e a paulista Maeva Guastalla, o cearense Nicolas Silva e a paulista Carol Bastides ganharam a Sub-16, na Sub-14 deu o cearense Lucas Peixoto e a paraibana Hanna Prado e na Sub-12 o baiano Rudá Nascimento e a paraibana Ayla Lopes. Mas, o título de melhor equipe estadual foi mais uma vez conquistado por São Paulo pelo quinto ano consecutivo.

Também no domingo foi conhecida a única equipe da Seleção Brasileira Junior 2027 que faltava definir, a da categoria Sub-18 masculina. As três vagas foram decididas na grande final. O paraibano Felipe Homsi já tinha disputado o título Sub-16 e ficado em quarto lugar, mas não brigava por vaga nessa categoria porque completa o limite de idade no ano que vem. Só que ter entrado antes no mar acabou sendo positivo, para sua melhor adaptação nas difíceis condições na Praia Central, com poucas ondas boas para dividir para quatro surfistas. Felipe Homsi já começou bem com uma nota 6,00 na primeira onda e liderou toda a disputa, até comemorar o título de campeão brasileiro Sub-18, o primeiro da Paraíba no domingo.

“Na Sub-16 eu não me encontrei muito no mar, mas foi um aquecimento pro Sub-18, porque eu consegui entrar mais conectado com as ondas e fazer as duas notas que me garantiram a vitória e a vaga pro ISA Junior”, disse Felipe Homsi. “Estou muito feliz, só Deus sabe o quanto eu me dediquei pra isso e vamos com tudo no ano que vem. Estou muito feliz de poder representar a Paraíba, que é o meu estado que carrego com muito orgulho, na Seleção Brasileira Junior do ano que vem”.

Os outros classificados para a Seleção Brasileira Sub-18, foram o cabo-friense Pablo Gabriel em segundo lugar e o catarinense Michel Demétrio em terceiro, com o paulista Vini Palma ficando fora do time por terminar em quarto lugar. Os dois já viveram a experiência do fantástico programa de treinamento que o Surf Brasil proporciona para a Seleção Brasileira Junior, até utilizando as dependências do Comitê Olímpico do Brasil (COB). Pablo Gabriel foi o quarto melhor Sub-16 do mundo em 2025 no Peru, ganhando a única medalha individual da Seleção Brasileira. E Michel Demétrio fez parte do time Sub-16 esse ano em El Salvador.

 “Meu maior objetivo era a classificação para a Seleção Brasileira Junior”, afirmou o vice-campeão Pablo Gabriel. “Obviamente que eu queria ser campeão brasileiro, mas o mais importante eu consegui. O mar tá bem difícil, as condições bem complicadas, tem pouca onda, mas eu consegui pegar duas ondinhas que me garantiram a vaga na Seleção. Vai ser meu terceiro ano nessa experiência animal com o Paulo (Moura) e os outros técnicos, que são bem profissionais e com quem sempre aprendo muito. Se Deus quiser, ano que vem vou voltar campeão mundial, não quarto (no Sub-16 em 2025 no Peru) e campeão também por equipe”.

MAEVA GUASTALLA COROA RETORNO À SELEÇÃO BRASILEIRA COM VITÓRIA

     Os outros times da Seleção Brasileira Junior, o Surf Brasil Base Navegantes já havia definido no sábado. A equipe Sub-18 feminina será 100% paulista, com Maeva Guastalla de Ubatuba e duas surfistas do Guarujá, Giovanna Rocha e Júlia Stefani. Maeva fez parte da Seleção Brasileira no Mundial Junior da ISA no ano passado no Peru e voltará em 2027, junto com Giovanna e Júlia do time Sub-16 deste ano em El Salvador. Maeva coroou o seu retorno com vitória no domingo, sendo campeã brasileira de novo após o título Sub-14 em 2024. A guarujaense Carol Bastides tentava o heptacampeonato, já tinha vencido o Sub-16 no sábado, mas terminou em segundo no Sub-18, seguida pela paraibana Hanna Prado e por Giovanna Rocha.

“Estou muito feliz. As meninas que estavam na final surfam muito. Não só elas, mas todas que competiram aqui e estou feliz por ter ganhado esse título, porque o último tinha sido em 2024”, disse Maeva Guastalla. “Estou muito feliz de estar aqui, ter mostrado um pouco do meu surf nesse mar muito difícil, mas consegui fazer meu melhor e deu certo. Foi uma experiência perfeita essa minha volta pra Seleção Brasileira com um título e vai ser muito legal o ISA Junior do ano que vem. Acho que vai ser uma experiência incrível e é isso”.

Nicolas Campeão - A Seleção Brasileira Sub-16 também já havia sido formada no sábado, com Carol Bastides aumentando para 6 o seu recorde de títulos brasileiros na Base, com o tricampeonato consecutivo no Sub-16 em 2024, 2025 e 2026. A capixaba Aninha Dagostini e a paraibana Hanna Prado completaram o time feminino e os classificados no masculino foram o cearense Nicolas Silva, o catarinense Lucas Velasquez e o paraibano Iago Bellotti. A final Sub-16 do Surf Brasil Base Navegantes abriu o domingo com vitória de Nicolas Silva, com Lucas Velasquez ficando em segundo lugar, Iago Bellotti em terceiro e Felipe Homsi em quarto lugar.

“Estou superfeliz de ser campeão brasileiro na Sub-16”, vibrou Nicolas Silva, depois do tradicional banho de areia pela vitória nos campeonatos da Base. “O campeonato foi bem legal, nos primeiros dias deu umas ondas boas e, só agora no final do evento, o mar ficou bem pequeno. Eu gostei da minha performance nesse Campeonato Brasileiro de Base e feliz por ter conseguido ser campeão brasileiro. Vou levar esse título pro Ceará, onde tem alguns dos melhores surfistas do Brasil. Eu represento o Ceará sempre com muito orgulho e agora vamos com tudo pra Seleção Brasileira Junior e pro Mundial da ISA no ano que vem”.

O catarinense Lucas Velasquez terminou como vice-campeão brasileiro, mas gostou do resultado: “Eu não consegui a vitória, mas estou muito feliz de ter ficado em segundo lugar também. Eu competi e passei várias baterias aqui e to muito feliz com esse resultado. É fruto de toda dedicação, os treinos que faço todo dia em Florianópolis e sei que vem muito mais coisas boas pela frente. Já vou começar a estudar mais o inglês pro ano que vem e continuar 100% focado nos treinos, pra dar meu melhor no Mundial da ISA”.

Sub-14 - Depois de Nicolas Silva comemorar o título Sub-16, Lucas Peixoto conquistou a segunda vitória do Ceará no Surf Brasil Base Navegantes 2026. O cearense foi preciso na final Sub-14, só surfando duas ondas que valeram 5,00 e 4,23, para conquistar o título brasileiro por 9,23 pontos. O catarinense Lucas Messenger terminou como vice-campeão somando 8,73 pontos, contra 6,40 do potiguar Narciso Inácio, campeão brasileiro Sub-12 no ano passado. Em quarto lugar ficou o paulista Izau Signorini com 6,10 pontos.

     No Sub-14 feminino, Hanna Prado participou da sua terceira final no Surf Brasil Base Navegantes 2026 e comemorou seu primeiro título de campeã brasileira. A paraibana que mora em Baía Formosa, tinha ficado em terceiro lugar no Sub-16, mas classificada para a Seleção Brasileira Junior 2027, depois foi a quarta colocada no Sub-18. A vitória na final Sub-14 foi conquistada na última onda que Hanna Prado surfou, para superar a também paraibana Alexia Oliveira por uma pequena vantagem de 8,63 a 8,47 pontos. Em terceiro lugar ficou a catarinense Lulu Vivan com 7,20 e em quarto outra paraibana, Ayla Lopes, com 5,63.

Sub 12 - A paraibana Ayla Lopes depois disputou a final Sub-12 que fechou o Surf Brasil Base Navegantes 2026 e festejou o seu primeiro título brasileiro. Por 7,60 a 6,76 pontos, acabou com a invencibilidade da paulista Maria Clara Chuquer na categoria, que vinha de um bicampeonato em 2024 e 2025. Em terceiro lugar ficou a também paulista Laura de Souza com 6,13 pontos e em quarto a potiguar Luiza Soares com 4,43. Foi o segundo título feminino do domingo que vai para Baía Formosa, pois Ayla Lopes e a campeã Sub-14, Hanna Prado, moram na cidade potiguar e representam a Paraíba no Campeonato Brasileiro de Base.

A final Sub-12 masculina aconteceu antes e terminou com um longo suspense pelas notas das últimas ondas surfadas por três dos quatro finalistas. O resultado demorou a ser anunciado e quem festejou o primeiro título brasileiro da carreira foi o baiano Rudá Nascimento, que conseguiu a maior nota da bateria - 5,73 - para vencer por 9,43 pontos. Os outros três ficaram na casa dos 8 pontos. Com 8,87, o paraibano Fernando Medina foi vice-campeão, o baiano Davi Lucca ficou em terceiro com 8,73 e o paulista Thomaz Monteiro em quarto com 8,10 pontos.

 

 
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