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Máquinas de camisinhas estão espalhadas por toda a Vila / Foto: Buda Mendes / Getty Images

Rio de Janeiro - 450 mil. Este número surpreendente se relaciona à Vila Olímpica, mas em nada tem a ver com as últimas reclamações das delegações a respeito da estrutura das acomodações do local. O montante representa a quantidade de camisinhas que estarão à disposição dos 10.500 atletas, sendo 100 mil somente de preservativos femininos. 

A quantidade quebrou um recorde na história dos Jogos Olímpicos. Para se ter ideia, nas Olimpíadas de Londres, em 2012, o número era três vezes menor. 

Agora, no Rio, os preservativos serão distribuídos na policlínica da Vila ou em alguma das 41 máquinas espalhadas pelo complexo de prédios. Além deles, por volta de 175 mil sachês de lubrificante íntimo estarão à disposição dos atletas. 

Josh Lakatos, que esteve em quatro Olimpíadas com a equipe de tiro esportivo dos EUA, disse que o número é razoável. "É a Olimpíada. Eles vão precisar", declarou, em entrevista ao jornal O Globo. 

O atirador ficou conhecido das noitadas na Vila Olímpica quando, em Sydney 2000, terminada a competição de tiro, se manteve na sua acomodação com alguns amigos, realizando festas e "gerenciando" uma espécia de motel. 

"Eu era gerente do motel da vila!", brinca. "Não foi nada planejado, simplesmente aconteceu. Mas tenho certeza de que esquemas parecidos continuam acontecendo", emenda o atirador. 
 
O aumento do número de camisinhas tem a ver também com a epidemia de zika vírus que atinge o país, uma vez que a doença pode ser transmitida também pelo sexo. 

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