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Complexo Ilha Pura, onde trabalhadores estavam em condições de escravidão / Foto: Divulgação / Rio 2016

Rio de Janeiro - Uma nota divulgada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) nesta última sexta-feira dá conta de que, em uma fiscalização do órgão feita no dia 29 de julho, 11 trabalhadores foram resgatados em condições de escravidão em uma obra das Olimpíadas Rio 2016. 

Conforme informa o comunicado, no site oficial do MPT, os operários trabalhavam para a empreiteira Brasil Global Serviços, responsável pela obra no complexo residencial que abrigará a Vila Olímpica dos Jogos. 

A maioria das pessoas resgatadas saiu do Maranhão, sendo outros da Paraíba, Bahia e Espírito Santo. Conforme o MPT anuncia, os trabalhadores já receberam seus direitos trabalhistas, bem como o reembolso dos gastos não custeados pela empreiteira. 

Atendendo à lei trabalhista, como foram tirados de uma condição de escravidão, receberão por três meses o equivalente a um salário mínimo como seguro-desemprego.

O total de pagamentos chegou a R$ 70 mil, somadas verbas rescisórias, férias, 13º salário e Fundo de Garantia por Tempo de Serviço. Os operários estão agora em um hotel e receberão reembolso de suas passagens de ida para o Rio de Janeiro, além do pagamento do retorno para seus locais de origem. 

Responsável pela investigação, a procuradora Valéria Correa descreve o estado em que os trabalhadores foram encontrados. "Havia baratas, ratos e esgoto nas residências, muitos dormiam no exterior do imóvel, tamanha a sujeira", relatou, destacando que eles teriam sido aliciados com promessa de alojamento, alimentação e reembolso da passagem. 

A partir de agora, a procuradora do trabalho Guadalupe Couto será a responsável pelo caso. O MPT entrará com ação na justiça para que a empreiteira pague danos morais coletivos e individuais aos trabalhadores. "Também vamos apurar a responsabilidade das outras empresas que compõem a cadeia produtiva", concluiu Guadalupe.

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