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Thomas Bach, atual presidente do COI / Foto: Divulgação

Rio de Janeiro – Representantes do Comitê Olímpico Internacional (COI) admitiram, nessa quarta-feira, que a crise política e econômica que toma conta do Brasil afeta a organização e imagem dos Jogos Olímpicos do Rio, em 2016.
 
“Isso inevitavelmente irá afetar os Jogos. Existem desafios”, afirmou o vice-presidente do COI, Craig Reedie, quando questionado por repórteres se o momento vivido pelo Brasil pode gerar algum impacto nos Jogos.
 
Por outro lado, o comitê mantém, ao menos oficialmente, a esperança de que as Olimpíadas do Rio serão um sucesso e não serão prejudicadas pela maré política e econômica do Brasil atualmente. Um novo relatório do Comitê Organizador deverá deixar o COI mais atualizado quando a este cenário interno.
 
Na última semana, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), presidente da Câmara dos Deputados, acatou um dos pedidos feitos pela abertura do processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff. Com isso, o clima político, que já estava ruim, ficou ainda pior, com um cenário de instabilidade que pode afetar o mercado financeiro.
 
No relatório apresentado ao COI, Carlos Arthur Nuzman, presidente do COB (Comitê Olímpico do Brasil), afirmou que houve transparência. "Não tentamos fugir. O mais importante é que nada afete os atletas e a organização dos Jogos", declarou.
 
Nuzman admitiu, porém, que o objetivo atualmente está sendo o corte efetivo de gastos no orçamento da Rio 2016. "Precisamos ajustar tudo. Mas isso é normal. Todas as cidades passam por isso. A coisa mais importante é entregar grandes Jogos”, finalizou, a oito meses das Olimpíadas.
 
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