Brasília - Rebeca Andrade voltou a impressionar nesta sexta-feira (7), durante o Campeonato Brasileiro Loterias CAIXA de Ginástica Artística, no Ginásio Nilson Nelson, em Brasília. A campeã olímpica recebeu 14.800 pontos no salto, a maior nota registrada no aparelho em todo o mundo na temporada de 2026.
Apesar do desempenho, Rebeca ficou fora da disputa individual por medalhas porque realizou somente um salto. O regulamento exige dois movimentos para o cálculo da média e a classificação ao pódio. Sua apresentação, porém, foi fundamental para o título do Flamengo na competição por equipes.
Rebeca obteve 9,7 na execução e ainda recebeu bonificação por cravar a chegada. A brasileira superou a marca de 14.667 pontos da medalhista olímpica sul-coreana Yeo Seojeong, que até então tinha a melhor nota mundial do ano.
Além do feito de Rebeca, a sexta-feira definiu os campeões do individual geral do Brasileiro. No feminino, Flávia Saraiva, também do Flamengo, conquistou o título. Lorrane Oliveira, sua companheira de clube, ficou com a prata, enquanto Carolyne Pedro, do CEGIN, levou o bronze.
Flávia somou 53.900 pontos nos quatro aparelhos e teve como um dos principais destaques a apresentação nas barras assimétricas, na qual recebeu 13.700. Lorrane terminou próxima da campeã, com 52.750 pontos, enquanto Carolyne Pedro alcançou 51.000.
O título marcou um momento importante na carreira de Flávia, que voltou a disputar uma competição completa depois de aproximadamente um ano e meio concentrada em apenas um aparelho.
“Esse título é muito importante para mim. Estou voltando a competir os quatro aparelhos depois de um ano e meio praticamente competindo em um só aparelho. Estou muito feliz de estar de volta. Sei que tem muita coisa para melhorar ainda, mas estou de cabeça erguida e querendo melhorar cada vez mais”, afirmou.
A ginasta do Flamengo também projetou os próximos desafios da temporada, com atenção especial para o Campeonato Mundial. “Agora é pensar no Mundial. Vamos competir por equipes novamente. É treinar e ir em busca dos nossos resultados”, disse Flávia.
Masculino - Na disputa masculina, Vitaliy Guimarães, do Minas Tênis Clube, conquistou a medalha de ouro no individual geral. Patrick Sampaio Correa e Diogo Paes, ambos do Esporte Clube Pinheiros, completaram o pódio com prata e bronze, respectivamente.
Foi a primeira vez que Vitaliy venceu o individual geral do Campeonato Brasileiro. O ginasta afirmou que entrou na competição tendo como principal objetivo contribuir para o resultado coletivo do Minas.
“Estou muito orgulhoso. Primeiro por equipes. Meu objetivo foi ajudar a equipe mesmo e não estava pensando muito no individual. Estou muito contente pelo resultado. Foi minha primeira vez vencendo no Brasileiro no individual geral”, declarou.
Mesmo com a conquista inédita, Vitaliy ressaltou que pretende manter o foco na sequência da temporada. “Sei que tenho que continuar seguindo a rota. Agora é preparar para as próximas competições”, completou.
Flamengo e Minas - Flávia Saraiva e Vitaliy Guimarães também ajudaram seus respectivos clubes a conquistar os títulos por equipes. Na Ginástica Artística Feminina, o Flamengo foi campeão com 160.200 pontos. O Pinheiros ficou com a prata, com 149.850, e o Sesi completou o pódio, com 148.850.
Walmy Júnior, treinador do Flamengo, destacou a capacidade da equipe de manter os bons resultados mesmo em uma temporada marcada por mudanças técnicas e na composição do grupo de trabalho. “Cada ano é um desafio diferente. Este ano foi de muitas mudanças para a gente, tanto na parte técnica quanto no grupo de trabalho. É muito gratificante manter esse resultado”, afirmou.
O treinador também valorizou o trabalho realizado por toda a estrutura do clube. “Além do título, temos outros objetivos. Estamos muito felizes por consagrar esse trabalho por mais um ano, envolvendo treinadores, equipe multidisciplinar e todas as pessoas que trabalham junto com a gente”, acrescentou.
No masculino, o Minas Tênis Clube conquistou o ouro por equipes com 236.100 pontos. O Pinheiros terminou em segundo lugar, com 235.450, apenas 0,650 ponto atrás. A Agith, de São Caetano do Sul, levou o bronze, com 229.750. Segundo o treinador Ricardo Yokoyama, esse foi o quinto título brasileiro por equipes da história do Minas.
“Não foram títulos seguidos, houve uma quebra, mas esse número demonstra o grande trabalho que conseguimos desenvolver no clube, dando sequência ano a ano, melhorando e evoluindo. Vamos ver se, no próximo ano, adicionamos mais um número”, afirmou.
FINALISTAS POR APARELHO
Salto
1) Nicole Campos – Flamengo (RJ) – 13.100
2) Clara Stecca – GNU (RS) – 13.050
3) Larissa Machado – Flamengo – 12.725
4) Francine Oliveira – GNU – 12.725
5) Vitoria Custodio – CEGIN (PR) – 12.575
6) Beatriz Lima – SESI (SP) - 12.550
7) Carolyne Pedro – CEGIN – 12.525
8) Barbara Wiggers – ADIEE (SC) – 12.325
Assimétricas
1) Flavia Saraiva – Flamengo – 13.700
2) Lorrane Oliveira – Flamengo – 13.650
3) Sophia Weisberg – Pinheiros (SP) – 13.000
4) Carolyne Pedro – CEGIN – 12.850
5) Rebeca Procópio – SESI – 12.350
6) Sophia Santos – Pinheiros – 12.200
7) Allanys Santos – SESI – 12.100
8) Francine Oliveira – GNU – 11.150
Trave
1) Thais Fidelis – SESI – 13.700
2) Flavia Saraiva – Flamengo – 13.650
3) Gabriela Oliveira – Flamengo – 13.050
4) Gabriela Barbosa – Pinheiros – 12.600
5) Brenda Faria – Pinheiros – 12.250
6) Carolyne Pedro – CEGIN – 12.250
7) Allanys Santos – SESI – 11.750
8) Isabel Ferreira – Jurere – 11.650
Solo
1) Flavia Saraiva – Flamengo – 13.250
2) Julia Coutinho – Flamengo – 12.950
3) Carolyne Pedro – CEGIN – 12.800
4) Rafaela Oliva – GNU – 12.750
5) Sophia Weisberg – Pinheiros – 12.700
6) Gabriela Barbosa – Pinheiros – 12.300
7) Rebeca Procópio – SESI – 12.200
8) Vitória Custódio – CEGIN – 12.200
Solo
1) Arthur Nory – Pinheiros – 13.550
2) Rogerio Borges – ADECO-SP – 13.550
3) Vitaliy Guimarães – Minas Tênis Clube – 13.400
4) Yuri Guimarães – AGITH-SP – 13.300
5) João Perdigão – Pinheiros – 13.100
6) Derick Goulart – GNU-RS – 13.050
7) Felipe Bono – AGITH – 13.000
8) Gustavo Pereira – MTC – 12.900
Cavalo
1) Diogo Rodrigues – Pinheiros – 13.750
2) Vitaliy Guimarães – MTC – 13.250
3) Johnny Oshiro – AGITH – 12.950
4) Diogo Paes – Pinheiros – 12.850
5) Murilo Pontedura – AGITH – 12.850
6) Caio Souza – MTC – 12.650
7) Pedro Silvestre – ADECO – 12.600
8) Jose Olimpio – GNU – 12.450
Argolas
1) Caio Souza – MTC – 13.750
2) Juliano Oliva – GNU – 13.100
3) Gustavo Pereira – MTC – 12.950
4) Diogo Soares – ACROPIRA-SP – 12.800
5) João Perdigão – Pinheiros – 12.750
6) Bernardo Santos – AGITH – 12.650
7) Patrick Correa – Pinheiros – 12.450
8) Felipe Bono – AGITH – 12.400
Salto
1) Yuri Guimarães – AGITH – 13.975
2) Christian Dorneles – Sogipa – 13.625
3) José Olimpio – GNU-13.625
4) Luis Porto – GNU – 13.525
5) Arthur Nory – Pinheiros – 13.325
6) Kayke Santos – Sogipa – 12.950
7) Felipe Bono – AGITH – 12.950
8) João Perdigão – Pinheiros – 12.925
Paralelas
1) Caio Souza – MTC – 14.000
2) Patrick Correa – Pinheiros – 12.900
3) Diogo Soares – ACROPIRA – 12.700
4) Lucas Bitencourt – MTC – 12.650
5) Diogo Rodrigues – Pinheiros – 12.600
6) Luis Porto – GNU – 12.600
7) Derick Goulart – GNU – 12.600
8) Johnny Oshiro – AGITH – 12.600
Barra fixa
1) Arthur Nory – Pinheiros – 14.000
2) Caio Souza – MTC – 13.700
3) Diogo Paes – Pinheiros – 13.650
4) Vitaliy Guimarães – MTC – 13.250
5) Yuri Guimarães – AGITH – 13.250
6) Bernardo Santos – AGITH – 12.800
7) Kayke Santos – SOGIPA – 12.650
8) Rogerio Borges – ADECO – 12.600






