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Flag football atrai 96 mil visitantes na COB Expo 2026
Hugo Hoyama (esquerda) contra o jogador da Seleção Brasileira de flag football, Wallace Kamara, em desafio na COB Expo 2026 / Foto: Yan Barros/CBFA

São Paulo - O flag football foi uma das atrações da COB Expo 2026, reunindo crianças, adolescentes, adultos e atletas de diferentes modalidades em uma série de atividades interativas. Ao longo de cinco dias, o evento recebeu 96 mil visitantes, incluindo 24 mil crianças. Em sua segunda participação na feira, a modalidade ganhou destaque no espaço da Confederação Brasileira de Futebol Americano (CBFA) e despertou a curiosidade do público.

Entre os participantes estavam seis nomes com experiência olímpica: os campeões Maurren Maggi, do salto em distância, e Arthur Zanetti, da ginástica artística; o medalhista de prata em Paris 2024 Caio Bonfim, da marcha atlética; o ex-mesa-tenista Hugo Hoyama, com seis participações olímpicas; e os ex-jogadores da seleção brasileira de basquete Guilherme Giovannoni e Rafael Hettsheimeir.

Acostumados a competir em alto nível, os atletas tiveram a oportunidade de conhecer os fundamentos do flag football, uma versão do futebol americano em que os adversários são parados por meio da retirada de fitas presas à cintura, chamadas flags, em vez de derrubadas e contatos físicos. 

Maurren Maggi - Um dos primeiros a participar dos desafios foi Rafael Hettsheimeir. O ex-pivô da seleção brasileira, atualmente no Basquete Tatuí, mostrou habilidade com a bola oval e acertou o alvo em diversas tentativas de lançamento.

Maurren Maggi também se destacou. Campeã olímpica do salto em distância nos Jogos de Pequim 2008, a ex-atleta de 50 anos participou de uma atividade de precisão ao lado de Gabi Bank, integrante da seleção brasileira de flag football. Maurren acertou o alvo logo na primeira tentativa.

Outro representante do basquete, Guilherme Giovannoni, enfrentou um desafio que combinava fundamentos das duas modalidades. Campeão do Novo Basquete Brasil (NBB) e participante dos Jogos Olímpicos de Londres 2012 e Rio 2016, o ex-jogador competiu com Duzão, brasileiro que teve passagem pelo Miami Dolphins, equipe da NFL.

A disputa envolveu lançamentos de quarterback e arremessos de basquete, proporcionando uma troca de experiências entre os atletas.

“A atividade foi um desafio de quarterback, uns lançamentos e arremessos no basquete. Foi muito legal poder conhecer ele e trocar experiências e ainda uns momentos descontraídos competindo dentro dos dois esportes. Foi muito bom. O futebol americano e basquete são dois esportes que crescem e oferecem oportunidades internacionais e também hoje olímpicos”, contou Duzão. 

Caio Bonfim - Medalhista de prata na marcha atlética nos Jogos de Paris 2024, Caio Bonfim chegou à COB Expo com alguma familiaridade com o futebol americano, após participar de uma atividade com o Tubarões do Cerrado, equipe de Brasília.

No primeiro desafio, o marchador enfrentou outro visitante que também estava conhecendo o flag football. Em uma jogada pouco comum, conseguiu retirar as duas fitas do adversário simultaneamente e venceu a disputa.

Na sequência, Caio enfrentou Gabi Bank, atleta da seleção brasileira. O objetivo era ultrapassar a marcação sem perder uma das flags.

Apesar de explorar a velocidade e a movimentação que o consagraram na marcha atlética, o medalhista olímpico não conseguiu superar a defensora, que impediu seu avanço em todas as tentativas.

Hugo Hoyama - Com seis participações olímpicas no currículo, Hugo Hoyama também entrou em campo. O ex-mesa-tenista, que já havia experimentado o futebol americano em uma atividade com o Corinthians Steamrollers, mostrou habilidade nos lançamentos e assumiu a posição de quarterback.

O desafio ficou mais complicado quando precisou atuar na defesa e tentar retirar a flag de Wallace Kamara, jogador da seleção brasileira conhecido pela velocidade.

Hoyama se empenhou tanto na disputa que acabou ralando a perna ao tentar impedir o avanço do adversário.

“Foi minha primeira vez [jogando flag]. Experiência muito legal. Eu dei o sangue, literalmente. Conhecer as regras de um esporte que você acompanha, mas é diferente você estar ali, com a bola na mão. Muito legal. Parabéns ao rapidinho aqui (Kamara), que, pelo amor de Deus… Tá louco! Me colocaram no desafio com o cara mais rápido do Brasil. Aí é brincadeira”, disse o ex-atleta, em tom descontraído.

Arthur Zanetti - Campeão olímpico nas argolas em Londres 2012, Arthur Zanetti foi outro destaque das atividades. O ginasta demonstrou velocidade e agilidade para escapar dos marcadores e conseguiu completar o desafio sem perder sua flag.

Na sequência, trocou de função e passou a atuar na defesa, conseguindo retirar a fita do adversário.

A experiência agradou tanto ao campeão olímpico que ele admitiu a possibilidade de continuar praticando a modalidade após a aposentadoria da ginástica.

“Foi bem legal. Uma nova experiência. Eu nunca tinha jogado e gostei muito. Achei bem divertido e vale a pena ter sido colocado no programa olímpico, porque é bem legal mesmo”, afirmou.

Questionado sobre a possibilidade de se tornar um jogador de flag football, Zanetti deixou a porta aberta.

“Gosto de acompanhar novas modalidades e jogar outros esportes. Vamos ver futuramente... não sei. Estou aposentado da ginástica e agora dá para experimentar outros esportes”, brincou. 

Los Angeles 2028 - A participação na COB Expo 2026 faz parte dos esforços de divulgação do flag football no Brasil, especialmente diante da proximidade de sua estreia nos Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028.

Presente em um evento com 26 arenas esportivas, a modalidade apresentou ao público características como velocidade, coordenação, precisão nos lançamentos e tomada rápida de decisões.

Para Cristiane Kajiwara, presidente da Confederação Brasileira de Futebol Americano, a participação dos medalhistas olímpicos ajudou a aproximar o esporte de novos públicos.

“Ver atletas que já chegaram ao mais alto nível em Olimpíadas se divertindo, aprendendo e descobrindo o flag football ao lado de crianças e pessoas que nunca tinham tido contato com a modalidade mostra a força que esse esporte tem para conectar públicos diferentes. A gente não está falando apenas de apresentar uma modalidade, mas de criar novas experiências esportivas e abrir a porta para uma nova geração de praticantes. O flag na COB Expo 2026 foi um verdadeiro sucesso”, destacou.

Diferentemente do futebol americano tradicional, o flag football não permite os mesmos tipos de contato físico e bloqueios. A ausência de tackles facilita a participação de pessoas de diferentes idades e níveis de experiência.

Com a confirmação da modalidade no programa olímpico de Los Angeles 2028, a expectativa da CBFA é ampliar a divulgação do esporte, incentivar a formação de novos praticantes e fortalecer as seleções brasileiras para os próximos desafios internacionais.

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