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Participantes da Wings For Life World Run / Foto: Divulgação

Rio de Janeiro - Seja 10km, 21km ou uma maratona, todo corredor sabe bem quantos kms pretende fazer em uma corrida de rua. São dias e dias se preparando para diminuir o tempo, estabelecer seu pace e ajustar o treino. Mas, de repente, ele ouve falar sobre uma prova sem linha de chegada. Na Wings For Life World Run, que acontece no dia 6 de maio, no Rio de Janeiro, a linha de chegada é móvel e vem até você.
 
Ao ler isso, já surgem aquela ansiedade e muitas dúvidas. "Como vou treinar?" e "Qual a melhor forma de me preparar?" Calma que a gente te ajuda. Para aliviar essa tensão, pegamos dicas com dois experts na corrida, o triatleta Igor Amorelli e a ultramaratonista de montanha Fernanda Maciel. Os dois já participaram da prova nas edições de 2015, 2016 e 2017 e contam um pouquinho de como você pode se preparar para a prova:
 
Quantas vezes, por semana, é o ideal para o iniciante começar correr?
 
Fernanda Maciel: Depende de cada pessoa e seu respectivo histórico de vida. Se a pessoa já faz esporte há muitos anos, ou está em forma, ela pode correr até seis vezes na semana, por exemplo. Mas, sempre prestando atenção aos sinais do corpo, para não se lesionar. Se o corredor iniciante estiver com sobrepeso, com algum problema de articulações e nunca fez esporte antes, aconselho procurar um treinador e assim começar com uma boa orientação.
 
Igor Amorelli: Para um iniciante eu indico que comece com três vezes por semana. Treina um dia, recupera outro, intercalando, e depois vai aumentando conforme as respostas do corpo. Lembrando sempre que o ideal é ter um acompanhamento profissional.
 
É importante manter treinos de musculação na academia ou só correr já ajuda?
 
Fernanda Maciel: Isso é relativo e depende da constituição corpórea de cada um. Eu, por exemplo, sou atleta desde 8 anos e tenho uma constituição corporal bem forte, então não preciso fazer muitos treinos de musculação. Mas há corredores que não têm tanta musculatura e precisam malhar muito para ganhar performance e não se lesionar. Dependerá de cada corredor, de sua idade, constituição corporal e histórico.
 
Igor Amorelli: O treinamento de musculação varia de pessoa para pessoa, mas eu acho interessante para dar suporte na musculatura. Só correr pode ocasionar lesão. É sempre bom fazer fortalecimento, mas tudo depende também de vários aspectos, como a mecânica de corrida, por exemplo. Por isso que o acompanhamento profissional é importante.
 
Os aplicativos de celular ajudam no treino?
 
Fernanda Maciel: Os aplicativos de corrida como, por exemplo, o da Wings For Life World Run, ajudam demais. O importante é ter uma orientação na hora do treino. No site da prova é possível também calcular o tempo que você terá para fazer a quilometragem desejada. Como essa é uma prova diferente, saber o seu tempo/km é um dado interessante para você ter consciência durante seu treino.
 
Igor Amorelli: Usar aplicativo é bom, igual ao relógio GPS, pois te ajuda a ter um parâmetro. Mas o principal é sempre o atleta e não dá para ficar muito preocupado com dados de tempo e rendimento. O principal é você sentir sua corrida. Os aplicativos são um auxílio para melhora.
 
Como você se prepararia para uma corrida que não tem linha de chegada fixa?
 
Fernanda Maciel: Depende do nível de cada um, da sua estratégia pessoal, porque não podemos deixar o "carro" nos pegar. Independentemente de kms, meta ou linha de chegada, penso que temos que dar o máximo que nosso corpo e mente conseguem em uma corrida. Desta forma, somos campeões e batemos nossos recordes pessoais. Apenas nós mesmos sabemos o quanto treinamos e nos esforçamos.
 
Igor Amorelli: Eu costumo participar da prova em meio aos meus treinos para o Ironman. Então, já vou com uma quilometragem previamente estipulada. Mas se eu fosse fazer a prova de uma forma mais relaxada, eu estipularia uma distância e faria o mais rápido possível. Outra forma de encará-la é como um longão, sem hora para voltar. Eu costumo fazer isso de bike e é sempre uma experiência muito bacana.
 
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