Ao descer da esteira instalada no Américas Shopping, no Rio de Janeiro, Marcio agradeceu ao apoio de todos: “Sem todos que vieram ao shopping prestigiar e apoiar durante a semana eu não teria conseguido. Hoje com certeza é o dia mais feliz da minha vida. Já estou cadastro no Guinness desde 2011 para tentar este recorde e agora consegui. Podem me chamar de louco, suicida, mas isso é amor e dedicação. Eu consegui, realizei um sonho”.
Marcio trouxe o recorde para o Brasil ao superar a marca do francês Pierre-Michael Micaletti, de 822,31 km percorridos em sete dias e agora espera a homologação de sua marca no livro dos recordes. Para isso, o desafio foi monitorado por quatro câmeras o tempo todo e teve o testemunho de mais de 84 pessoas maiores de 18 anos, exigências do Guinness. O recorde tem também o suor das 112 pessoas que correram nas esteiras ao lado do novo recordista. Todos que participaram contribuíram para a campanha “Let’s Move For a Better World”, promovida mundialmente pela Technogym, que recolheu mais de 1.200 latas de leite em pó para o Instituto do Câncer (INCA). A Technogym também foi a responsável pelo fornecimento das esteiras com alta tecnologia utilizadas no desafio.
O carioca realizou um feito como ir correndo do Rio de Janeiro a Porto Seguro, no litoral sul da Bahia, em uma semana. Marcio saiu da esteira por cerca de 4 horas a cada dia, quando recebeu cuidados de fisioterapia e acupuntura. Segundo o atleta, o desespero bateu diversas vezes, chegou a perder o foco por instantes, mas não podia decepcionar a tantas pessoas que o apoiaram desde o começo. “Até o último minuto eu não vou desistir”, foi o que disse ao completar 700 km, quando o cansaço já era visível e a dor nas pernas e pés já se tornava quase insuportável.
Alguns atletas famosos estiveram entre as milhares de pessoas que o incentivaram. Os ex-jogadores do Flamengo Zinho e Aílton estiveram no shopping para dar uma força, o atleta Rodrigo Pimpão, do Botafogo, time de coração de Marcio, enviou um vídeo de incentivo e carinho, assim como Gérson, o Canhotinha de ouro. A exaustão física pesou na reta final e a tática para conseguir o recorde foi suspender as horas de sono de sexta para sábado. O colchão inflável que ficava ao lado da esteira foi recolhido e ele seguiu se alimentando de purês e sopas enquanto corria.
Nos últimos quilômetros, dor e sofrimento foram substituídas por festa. A cada quilômetro percorrido o público no shopping comemorava muito. Para incentivar o atleta, um DJ colocou músicas na reta final e o ultramaratonista cantava com a plateia cada nova canção para não perder o foco. Nos últimos cem metros para o recorde, Marcio pediu um microfone e fez a contagem regressiva enquanto colocava o Brasil no livro dos recordes. Após a conquista, o atleta fez uma volta olímpica no shopping e depois deitou para receber massagem da equipe médica.






