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Fernando Fernandes cruza a linha de chegada e garante a medalha de ouro para o Brasil / Foto: Paulo Múmia / Rio 2016

Rio de Janeiro - Não foram poucos os atletas que reclamaram da grande presença de algas nas águas da Lagoa Rodrigo de Freitas durante o evento-teste da canoagem neste final de semana, no Rio. 

Um deles foi o ex-participante do Big Brother Brasil, Fernando Fernandes, que hoje é uma referência na canoagem paralímpica, categoria KL1. O atleta esteve nas eliminatórias da prova no sábado e se disse preocupado com a questão. 

"É um teste para a modalidade, que está em crescimento. Vieram poucos atletas, mas no geral está bacana. O problema é com a água, que está com muita alga. Quase virei o barco. Travei e tirei um chumaço. A preocupação vai ser com a natureza. Talvez, não estivessem acostumados com eventos tão grandes. Dá pra ver onde está o erro. Tem que agir mais na prevenção", aconselhou Fernando, em entrevista ao Globoesporte.com. 

A namorada do canoísta, a austríaca Viktoria Schwarz, foi outra que competiu no sábado e criticou o mesmo problema. A atleta chegou a postar uma foto em uma rede social com o excesso de algas na superfície da Lagoa. 

"Em Milão, não tinha tanto quanto aqui. Lá, tinha alguinhas. Aqui, tem chumaço. O Mundial quase foi cancelado por isso e na última hora fizeram uma geral e limparam. Sem dúvida, vai ser resolvido para 2016. Dei a ideia de colocar uma rede protetora. É algo que pode definir uma prova", relatou o canoísta. 

As algas na Lagoa acabaram por ofuscar uma questão que vinha sendo muito mais debatida. O problema da poluição da água na Baía de Guanabara não foi criticado até então pelos atletas. 

"Sinceramente, essa poluição é mais para gringo do que para a gente. Estamos mais acostumados. Na raia da USP, onde treino em São Paulo, é igual a essa. Não sei te responder o nível, mas não me sinto remando em um lugar poluído", concluiu.

 
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