São Paulo - O documentário sobre Eder, campeão mundial de peso galo e peso pena, será exibido em um evento que promete atrair fãs de artes marciais e do esporte em geral. A produção combina imagens de suas lutas com depoimentos que revelam a trajetória do lutador.
Após a exibição do filme, haverá um bate-papo com o diretor da obra, que será mediado por Liniane Haag Brum. Este momento será uma oportunidade para o público conhecer mais sobre o processo criativo e as histórias por trás da produção.
Eder é uma figura emblemática no mundo das lutas, e sua história inspira muitos atletas e admiradores. O documentário busca não apenas retratar suas conquistas, mas também os desafios enfrentados ao longo de sua carreira.
Sobre o documentário Quebrando a cara
(dir. Ugo Giorgetti, 1986, Brasil, 77 min, 10 anos)
A trajetória do boxeador Éder Jofre, duas vezes campeão mundial, se entrelaça à história das famílias Zumbano e Jofre e à própria cidade de São Paulo. Entre depoimentos de familiares, lembranças e registros de algumas das principais lutas de Éder, o filme revisita as origens de um dos maiores nomes do boxe brasileiro e revela o universo social e afetivo que se formou ao redor dos ringues paulistanos. Mais do que uma história de conquistas esportivas, Quebrando a cara investiga a luta, a persistência e o desejo de vencer em meio às dificuldades que marcam a trajetória de seus personagens.
Sobre o convidado
Ugo Giorgetti é cineasta, roteirista e cronista. Iniciou sua carreira na publicidade e, a partir dos anos 1970, passou a se dedicar ao cinema, realizando documentários e filmes de ficção. Sua obra é marcada por um olhar particular sobre São Paulo, seus espaços, personagens e transformações sociais. Entre seus principais trabalhos estão Quebrando a cara (1986), Festa (1989), vencedor do Festival de Gramado, Sábado (1995), Boleiros – Era uma vez o futebol (1998), Uma outra cidade (2000), O príncipe (2002), Cara ou coroa (2012) e Uma noite em Sampa (2015). Também atuou como cronista de futebol no jornal O Estado de S. Paulo. Em 2024, recebeu o Prêmio FCW de Cultura pelo conjunto de sua trajetória. Ao longo de mais de quarenta anos de carreira cinematográfica, dirigiu 22 obras, sendo a mais recente o documentário Alberto Dines – Vínculos de liberdade, lançado em 2026. O diretor se tornou uma das vozes mais singulares do cinema paulista, construindo uma filmografia profundamente ligada à memória, à cultura e aos personagens da cidade.
Sobre a mediadora
Liniane Haag Brum, nascida em Porto Alegre, é escritora e pesquisadora. É autora de Antes do passado – o silêncio que vem do Araguaia (Arquipélago), entre outros. É doutora em teoria e história literária (Unicamp), mestre em literatura e crítica literária (PUC-SP) e graduada em comunicação social (PUC-RS). Atualmente, dedica-se à divulgação científica e cultural, no Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo, na Unicamp.
Serviço | Doc.MIS – “Quebrando a cara”
Data(s): 24.09, às 19h
Local(is): Auditório MIS (168 lugares)
O Museu da Imagem e do Som (MIS)
Avenida Europa, 158, Jardim Europa, São Paulo
Ingresso: Gratuito. Retirada com uma hora de antecedência na bilheteria física do museu
Classificação: 10 anos






