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Quando não está treinando, ou jogando, Felipe está com a raquete nas mãos. Até mesmo em casa / Foto: Divulgação/Instituto Trevo

Peru - Um jovem de 16 anos, morador de Niterói, é uma das grandes esperanças do Brasil no XXV Campeonato Pan-americano Júnior de badminton que acontecerá no próximo fim de semana, em Lima, no Peru. Felipe Mendes Ribeiro embarcará nesta terça-feira (12/7) para disputar sua primeira competição internacional fora do país.
 
“Não sei quem serão meus adversários, mas os mais fortes costumam ser os Estados Unidos e o Canadá. Agora, como o campeonato será disputado no Peru, os peruanos prometem complicar os jogos também”, analisou Felipe. Sua história com o badminton começou após uma tragédia em Niterói: o deslizamento do Morro do Bumba, em abril de 2010, quando surgiu o projeto social É o Bad, destinado aos jovens da comunidade do Cubango.
 
As aulas do professor Gabriel Alcântara aconteciam nas ruas e ninguém poderia imaginar que dali surgiria um talento. Felipe chegou em 2011, com dez anos. Ele era goleiro na equipe júnior do Vasco da Gama e para chegar ao treino, em São Januário, tinha de pegar dois ônibus e o metrô. O sacrifício fez o garoto mudar de esporte.
 
A partir do momento em que largou o futebol e passou a se dedicar exclusivamente ao badminton, Felipe começou a se destacar nas quadras. De torneios menores, disputados em colégios, passou a competir nos campeonatos estaduais, e em novembro de 2012, lá estava Felipe conquistando suas primeiras medalhas oficiais: o ouro no Campeonato Brasileiro Sub-13 em simples e em duplas. 
 
Felipe, que conta com o apoio do Instituto Trevo, sabe a importância de tornar-se referência. E ele já faz o seu papel de cidadão. Auxilia o seu professor dando aulas para crianças entre sete e oito anos em uma escola de Niterói. “Ganhei mais responsabilidade a partir do momento em que recebi o apoio do Instituto Trevo. O Guga é a minha maior referência. Ele foi um grande atleta, mas também é grande como pessoa. Pequenos detalhes fazem a diferença”.
 
Quando não está treinando, ou jogando, Felipe está com a raquete nas mãos. Até mesmo em casa. Diferente de outros adolescentes da sua idade ele não fica horas e horas na frente do computador ou do videogame. “Respiro badminton”.
 
 

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