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Ultramaratonista aquático encara Travessia Capri-Nápoles (ITA), uma das mais prestigiadas do Circuito Mundial / Foto: Romulo Cruz

Itália - Marcos Campos tem 33 anos e já acumulou quase 10 anos de experiências em maratonas aquáticas no Brasil e no continente americano. Mas, o desafio da temporada 2017 promete ser um marco importante na carreira do nadador.
 
Nesta sexta-feira (14), o brasileiro faz sua primeira ultramaratona aquática na Europa e a estréia será nada mais, nada menos que a Travessia Capri-Nápoles, uma das mais prestigiadas do circuito mundial. Até 1992 essa era a única prova que garantia ao vencedor o título de campeão de águas abertas, tamanho sua dificuldade.
 
"É uma travessia maravilhosa, conhecida como a mais bela do mundo, mas, claro, exige muita atenção e preparo pois é um mar geralmente frio e com muitas ondas, principalmente mais próximo de Nápoles. Mas, a ideia é curtir o desafio e completar, ter mais essa façanha mundialmente conhecida no currículo e como experiência de vida", disse o ultramaratonista aquático. 
 
Marcos será o único atleta do país entre os 31 nadadores inscritos. Na última janela disponível para realizar a prova, outros dois brasileiros sentiram na pele o alto grau de dificuldade do desafio. Patrícia Farias e Vitor Gadelha demoraram 11 horas para nadar da Ilha de Capri até o continente. Ainda assim, Marquinhos está bastante otimista com sua participação. 
 
"Fiz uma boa preparação. Desde o início de 2017 foram treinos de segunda à sábado, com duas a três dobras por semana, volume médio de 50km por semana. Fizemos alguns treinos longos específicos no meio do caminho e principalmente uma adaptação para a água gelada, porque eu sofro muito com baixas temperaturas. Estou com expectativas boas e vou para dar o meu melhor para ter um bom resultado, com certeza", ressalta o primeiro brasileiro campeão da Volta à Ilha de Key West, nos Estados Unidos. 

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