Marinha do Brasil, quase três décadas de eficiência na Ilha Bela Sailing Week

Marinha do Brasil, quase três décadas de eficiência na Ilha Bela Sailing Week / Foto: Marcos Méndez / SailStationMarinha do Brasil, quase três décadas de eficiência na Ilha Bela Sailing Week / Foto: Marcos Méndez / SailStation

São Paulo  - A 42ª Ilhabela Sailing Week, entre 4 e 11 de julho, contará com o prestígio da Marinha do Brasil e de seus dedicados velejadores, tanto da Escola Naval, do Rio de Janeiro, quanto do Colégio Naval, de Angra dos Reis. Há quase três décadas a importância da competição tem levado anualmente os veleiros tripulados por aspirantes e oficiais ao Yacht Club de Ilhabela para correr na Capital Nacional da Vela. 
O envolvimento com a Ilhabela Sailing Week levou a Marinha além da participação de seus barcos. Tornou-se parceira do evento. Ao longo dos anos, fragatas e outros navios, como o Cisne Branco, deram o tiro de largada para a abertura da competição. A Regata Alcatarzes por Boreste, incluída na programação em 1999, passou a ser disputada em homenagem à Marinha. Neste ano, a tradicional prova será "Regata Alcatrazes Marinha do Brasil em homenagem aos 150 anos da Batalha Naval do Riachuelo", travada em 1865 no rio Riachuelo, um afluente do rio Paraguai, na província de Corrientes, Argentina.
 
Em 2014, o Grêmio de Vela da Escola Naval teve o privilégio de vencer a primeira edição da disputa por equipes na Ilhabela Sailing Week. "Neste ano temos uma motivação a mais, vamos defender o título por equipes. Esse tipo de disputa é muito comum nas regatas da Inglaterra. Foi uma ideia ótima do Yacht Club de Ilhabela", afirma o instrutor de vela Ricardo Lebreiro, o Riquinha, 62 anos, dos quais 30 dedicados aos alunos da Escola Naval. 
 
A equipe campeã em 2014 contou com os barcos Brekelé, Quiricomba, Dourado e Bijupirá para conquistar o troféu de posse transitória Pen Duick II, veleiro que levou o navegador francês Éric Tabarly a vencer a regata transatlântica inglesa Ostar em 1964. Neste ano, Marlin e Albatroz também devem representar a Marinha na Ilhabela Sailing Week. Riquinha será novamente o técnico da flotilha. O Quiricomba foi campeão na RGS A em 2013 e vice em 2014, enquanto o Albatroz vem de duas medalhas de bronze seguidas na RGS B. 
 
Duas voltas no planeta, velejando e ensinando - Neste ano, o time da Marinha mais uma vez estará completo para competir. "Levaremos mais de 50 velejadores a Ilhabela. Nossas embarcações têm comandante, imediato, navegador, chefe de convés, intendente, funções que a maioria dos barcos civis não tem. Essa cancha proporciona aos aspirantes, assumir posto em qualquer navio, após se tornarem oficiais. Eles adquirem muito conhecimento em marinharia", orgulha-se Riquinha, com quase duas voltas e meia em torno da Terra, acumuladas em regatas e viagens pela Escola Naval. 
 
"Somadas, são mais de 51 mil milhas, incluindo-se deslocamentos e competições. Lembro-me de cinco vezes a Salvador-Rio, 25 Santos-Rio, 18 Semanas de Ilhabela, fora circuitos no Rio de Janeiro, Búzios, Florianópolis, Ubatuba e Angra dos Reis", relata o técnico de vela que leva sentimento especial pelo Yacht Club de Ilhabela (YCI), não apenas pela lembrança de regatas disputadas no Canal de São Sebastião. 
 
Ação rápida no YCI - "Estávamos correndo a Santos-Rio há alguns anos com o Bijupirá, um Beneteau 40.7. O barco começou a fazer água. Estava adernado, com vento leste, e por isso a bomba para extrair a água não pegava direito. Depois de checagem geral nos equipamentos não detectávamos a origem da água a bordo", conta Riquinha, que chegou a se preocupar com a segurança de seus alunos. 
 
"Além da bomba, usávamos dois baldes, mas não adiantava. Na Ponta do Boi (sul de Ilhabela) a situação começou a ficar crítica. A velocidade do barco caiu de repente de oito para quatro nós. Foi então que vi a vela-balão boiando acima da cama na cabine de proa e constatei que uma camiseta havia entupido o paiol. A água entrava por cima e não tinha como sair", relata o instrutor que a essa altura já havia acionado a estação Delta 24 (sala-rádio do YCI). 
 
"A caixa de âncora estava uma piscina e a água batia no joelho da garotada. Pensei: vou afundar. A proa entrou na água como um submarino, até o mastro. Depois voltou para trás", enaltece. Com o inusitado problema detectado, a experiência de Riquinha e dos alunos fez com que a embarcação se mantivesse à tona. "A Delta 24 acionou a Marinha. Com muita competência, as meninas da sala-rádio coordenaram toda a operação de salvatagem madrugada adentro. Depois, paramos no YCI e no dia seguinte retiramos quase cem baldes d'água de dentro do barco. Sou muito grato ao Yacht Club de Ilhabela".
 
Inscrições abertas - As inscrições para a Ilhabela Sailing Week estão abertas e seguem até 1º de julho. As tripulações interessadas em participar da 42ª edição podem aproveitar o primeiro período com descontos, até 4 de junho, e antecipar a inscrição pelo site: http://www.ilhabelasw.com.br/2015/
 
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