Time Brasil de Tênis avança na Rio 2016 e anuncia dupla mista

Nesta terça-feira (9) entram em quadra Bellucci e a dupla Melo e Soares / Foto: Cristiano AndujarNesta terça-feira (9) entram em quadra Bellucci e a dupla Melo e Soares / Foto: Cristiano Andujar

Rio de Janeiro - O Brasil ainda permanece vivo nas chaves de simples e de duplas masculinas dos Jogos Olímpicos Rio 2016. Bruno Soares e Marcelo Melo fizeram um belíssimo jogo eliminando a forte dupla sérvia Novak Djokovic e Nenad Zimonjic, por duplo 6/4.
 
Nesta terça-feira disputam as quartas de final contra os romenos Florin Mergea e Horja Tecau, no terceiro jogo da quadra 1, por volta das 16h.
 
Com o resultado, eles igualam a campanha das Olimpíadas de Londres em 2012. “A gente jogou com respeito, a torcida entendeu isso e no caminho que fizemos até a quadra cantou a última postagem que fizemos (Marcelo e o Djokovic) nas mídias sociais, mas na quadra cada um buscou o seu melhor”, disse Marcelo Melo. Quando indagado sobre a dupla ser favorita contra o melhor jogador do mundo de simples, Marcelo foi categórico. “Quem veio para o nosso campo foi ele, a gente é uma dupla que tem dois atletas entre os melhores do mundo, os resultados que a gente tem condiz com isso, ele tava mais preocupado em enfrentar a gente do que ao contrário. Sabíamos que se imprimíssemos exatamente o que fizemos hoje, conseguiríamos ganhar. A torcida favoreceu muito isso, não tem como não sair arrepiado da quadra”. “A torcida confia na gente e a gente tem que retribuir isso, um passo de cada vez, o próximo jogo é mais um passo e temos que jogar o nosso melhor em cada jogo”, completou Bruno Soares. “O nível deste torneio é muito alto, se formos analisar a lista tem umas 15 duplas com chance de medalha, então tem que ir passo a passo, focar e jogar o melhor em cada partida, independentemente de quem for, não tem outro jeito”, finalizou Soares.
 
A dupla André Sá e Thomaz Bellucci infelizmente parou nas oitavas de final pelos italianos Fábio Fognini e Andreas Seppi, número 40 e 71 do mundo do ranking de simples respectivamente e 70 e 82 no ranking ATP de duplas. De virada, foram superados por 5/7, 7/5, 6/3. “Tivemos com o jogo na mão, jogamos melhor 90% do tempo, mas faltou jogarmos melhor e finalizarmos em momentos decisivos. É um pouco frustrante deixar escapar dessa maneira, com o jogo na mão em uma Olimpíadas dentro do Brasil, tou triste”, pontuou Sá. “Quando estávamos na frente do placar acabamos errando muito o primeiro saque e faltou nos impor um pouco mais em momentos importantes”, falou Bellucci, que retorna às quadras na segunda rodada da chave de simples nesta terça-feira, enfrentando o uruguaio Pablo Cuevas (21o) . Essa é a sexta vez que Bellucci (54o ) enfrenta o uruguaio. O jogo será o segundo da rodada noturna da quadra central do Centro Olímpico de Tênis, que tem início às 18:45h.
 
Na chave de simples masculina, Rogério Dutra Silva não passou pelo cabeça de chave número 6 do torneio, o francês Gael Monfils, número 11 do mundo. “Fico muito feliz pois a torcida apostou em mim e, apesar do favoritismo dele e de estar na frente, gritaram em vários momentos ‘eu acredito’, me motivando em quadra”, disse emocionado. “Sem dúvida foi o melhor momento da minha carreira, é inesquecível estar aqui”, finalizou o brasileiro que perdeu por dois sets a zero, parciais de 6/2, 6/4.
 
No final do dia, o técnico do Time Brasil de Tênis feminino, Fernando Roese, anunciou a parceira de Marcelo Melo na duplas mistas. “Pela experiência muito grande que ela adquiriu nos últimos anos jogando grand slams e estar envolvida no circuito de torneios maiores, Teliana Pereira será a parceira de duplas mistas”, disse Roese. “Tou super feliz de ter essa oportunidade, está sendo uma semana maravilhosa, com momentos inesquecíveis justamente por ser uma Olimpíadas no Brasil, além de ser uma honra jogar com o Marcelo”, falou Teliana, número 139 do mundo. A inscrição dos atletas vai até às 11h desta terça-feira e as disputas iniciam na quarta-feira (10).
 
As duplas mistas oferecem o caminho mais curto para uma medalha, pois são necessárias apenas quatro vitórias, contra cinco nas duplas e seis em simples. A disciplina só é disputada em Grand Slams (quatro vezes ao ano), Copa Hopman, Pan-Americanos e Olimpíadas.
 

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