Brasil faz grande partida e vence Porto Rico por 92 a 59

Seleção brasileira acertou 16 bolas de três ponto / Foto: Divulgação / COBSeleção brasileira acertou 16 bolas de três ponto / Foto: Divulgação / COB

Toronto - Para quem estava de fora, assistindo, a vitória do Brasil sobre Porto Rico por 92 a 59, na estreia do basquete masculino nos Jogos Pan-americanos Toronto 2015, pareceu um passeio. Um treino de luxo, na manhã desta terça-feira, 21 de julho, para a seleção entrar no ritmo da competição. Segundo o ala-armador Benite, não foi bem assim.

“A diferença no Placar foi grande, mas fácil não foi. A equipe conseguiu manter um jogo muito intenso, de defesa fechada, durante 40 minutos, e isso é um trabalho duro”, avaliou Benite, um dos destaques do jogo com 16 pontos, 9 deles em cestas de três pontos. Os arremessos de três, por sinal, foram a tônica do Brasil, que conseguiu converter 16. Foram 48 pontos, mais da metade do total, dessa forma. 
 
Cestinha do jogo, o pivô Rafael Hettsheimeir marcou 19 pontos, sendo 15 deles em bolas de três. “Fico treinando arremessos de longa distância antes de depois dos treinos, faço de 200 a 300 por dia”, contou ele, que destacou o entrosamento do grupo após 40 dias de preparação: “A gente, nesse time, é muito generoso. Não tem egoísmo, não tem vaidade. Isso ajudou a entrosar”.
 
O Brasil terminou o primeiro quarto já com uma enorme vantagem, vencendo por 31 a 6. Ao fim do segundo período, foi para o intervalo com 43 pontos de frente: 60 a 17. Porto Rico voltou mais organizado e chegou a esboçar uma reação no terceiro quarto, que venceu por 25 a 19, mas ainda permanecia muito atrás no placar: 79 a 42. No quarto e último período, o Brasil apenas controlou o jogo, que fechou em 92 a 59.
 
Todos os jogadores bateram na tecla do foco dado à defesa. “O Magnano sempre cobra defesa, o tempo todo. É partindo de uma defesa forte que a gente consegue um grande ataque. Hoje nós conseguimos colocar isso em prática. E a gente focou muito nos rebotes também, como o treinador pede”, disse Olivinha.
 
Para o treinador Rubén Magnano, a hora é de corrigir falhas já pensando no próximo adversário, a Venezuela, em partida válida pela segunda rodada da fase de classificação, nesta quarta, 22 de julho. “Sempre há algo a melhorar, sou um pouco chato com isso. Mas o mais importante, do jogo de hoje, é que cada um sempre encontrou um companheiro sozinho para arremessar. E isso é fruto de trabalho coletivo”, avaliou.

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