Poliana Okimoto quer passar experiência às novas gerações

Nadadora promete seguir competindo e ajudar na formação de novos atletas / Foto: Ana Patrícia/COBNadadora promete seguir competindo e ajudar na formação de novos atletas / Foto: Ana Patrícia/COB

Rio de Janeiro - No dia em que conquistou a inédita medalha na maratona aquática, Poliana Okimoto aproveitou a noite não para celebrar, e sim para dormir. E muito. “Dormi profundamente.
 
A prova foi bem desgastante, e a maratona de entrevistas depois também foi intensa. Então, dormi que nem um anjo”, afirmou a medalhista de bronze, sorridente, em coletiva de imprensa no Espaço Time Brasil na manhã desta terça-feira.
 
Poliana conquistou o bronze nos 10km ao completar o percurso em 1h56m51, com o quarto melhor tempo. Mas foi beneficiada com a desclassificação da francesa Aurélie Muller, que se apoiou na italiana Rachele Bruni na linha de chegada. “Na hora, é tudo muito rápido. Só vi depois, pelo vídeo. Saí da prova feliz, com a sensação de dever cumprido. Não pensei na desclassificação dela, pensei que estava ganhando uma medalha. Feliz de mim que estava em quarto e era a próxima colocada”, disse, rindo. “Fiquei muita emocionada no momento. Falo desde os 13 anos que o meu maior sonho era ganhar uma medalha olímpica”.
 
Poliana viu esse sonho ser adiado em Londres 2012, quando precisou abandonar a prova por hipotermia. Mas engana-se quem pensa que isso virou um trauma para a atleta durante a prova. “Em momento algum pensei em Londres. Pensei durante a preparação porque a gente sabe que a água poderia estar fria. Copacabana é imprevisível. Um dia pode estar frio, outro quente. Um dia pode estar calmo, no outro marolado. A gente se preparou para as piores condições, que seria um mar revolto e água fria. Quando o mar amanheceu calmo, com água a 21 graus, foram as melhores condições para mim. Foi um dia muito bom, tanto no fator natureza quanto no fator psicológico”, relembrou Poliana.
 
Poliana não pensa em aposentadoria agora, mas já sabe que quer passar a sua experiência para outras gerações. “Brinco que minha vida foi totalmente voltada para o dia de ontem. Não tinha planos para o pós-medalha. Meu maior sonho agora é passar minha experiência para novas gerações, construir novos atletas e ajudar a formar novos talentos para a natação e a maratona aquática”.
 
 

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