Campeão mundial, Allan do Carmo quer beliscar medalha em 2016

Baiano Allan do Carmo é expectativa de medalha em 2016 / Foto: Divulgação / CBDABaiano Allan do Carmo é expectativa de medalha em 2016 / Foto: Divulgação / CBDA

Rio de Janeiro - Até os sete anos de idade a família não sabia o que fazer com tanta energia que emanava do pequeno Allan. Foi quando a pediatra do garoto sugeriu, então, que ele entrasse para a natação. O que ela não sabia que o pequeno se tornaria, dezoito anos depois, campeão mundial de maratona aquática. 

Hoje, Allan do Carmo se desdobra para dar conta de tantos compromissos que surgiram após a conquista do título mundial. Em entrevista ao Globoesporte.com, o nadador conta um pouco sobre sua história e lembra que não há uma receita pronta para ser o melhor do mundo em alguma coisa. 

Para quem pensa que o atleta é novo no pedaço, a história diz o contrário. Há oito anos Allan busca o título mundial. Desde que começou a participar do torneio mundial, em 2007, ele tem sido o brasileiros mais bem colocado, mas nunca tinha sido o melhor do mundo. 

"Foi uma crescente. A gente tinha Luiz Lima, que sempre vinha brigando mundialmente, tinha Pavão, Guilherme Bier. Eu cheguei numa segunda leva de atletas e vim crescendo há vários anos, com medalha em Pan-Americano, Mundial... Acho que veio no momento certo. A gente só tem a evoluir cada vez mais, como a gente já veio evoluindo há vários anos, e esperar melhores resultados", afirma. 

O primeiro título mundial de Allan veio com muito esforço. Nas oito etapas do circuito de maratonas aquáticas, o brasileiro venceu duas e as outras seis tiveram campeões diferentes cada uma. O resultado: Allan se isolou na liderança com 121 pontos, com os alemães Thomas Lurz e christian Reichert com 88 pontos cada. 

"Minha rotina mudou bastante desde o dia que cheguei em Salvador. Passei a última semana aí, até para treinar, foi um pouco difícil, um desgaste maior por causa dos compromissos. Foi muito prazeroso, teve essa mudança de rotina, mas foi uma coisa de aproveitar o momento, de comemorações, de prestígio, de reconhecimento", garante. 

Allan diz que o foco agora é outro. "Os objetivos são muito maiores do que esse. A gente tem as Olimpíadas aqui em 2016, e agora o foco já mudou", lembra. 

O Brasil não possui medalha na maratona aquática dos Jogos Olímpicos. Poliana Okimoto, outro grande nome do país na modalidade, acabou abandonando a prova em Londres, em 2012. Agora, no que depender de Allan, a história poderá ser favorável a nós. 

"Caso eu me classifique, o primeiro objetivo vai ser chegar entre os 10 para classificar para as Olimpíadas. Agora, com esse título, aumentam as esperanças de não só se classificar, mas de beliscar ali uma medalha", conclui o nadador. 

Allan terá um grande desafio agora no dia 7 de dezembro. Uma seletiva de 10 km definirá os classificados para o Mundial de Kazan, na Rússia, em 2015. De lá os 10 melhores estarão garantidos nas Olimpíadas do Rio. O retrospecto é positivo para o nosso campeão mundial, que chegou em 7º lugar na prova do ano passado.