Artur Pedroza treina para XTerra e se prepara para arbitrar Maratona Aquática na Rio 2016

Artur Pedroza ao lado de Beatriz Puciarelli, líder do ranking feminino / Foto: DivulgaçãoArtur Pedroza ao lado de Beatriz Puciarelli, líder do ranking feminino / Foto: Divulgação

Rio de Janeiro - A busca por perfeição, superação de marcas e cicatrizes fazem parte do uniforme de todos os atletas de alto rendimento, como temos assistido durante os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro 2016.
 
Entre os nadadores, essa questão é ainda mais exacerbada e colocada à prova competição pós competição. Aos 42 anos, Artur Pedroza, atual líder do ranking do XTERRA Swim Challenge – está em fase final de treinamentos para o XTERRA Ilhabela, entre os dias 27 e 28 de agosto, já passou por muitas provações em sua carreira profissional. Ele não irá entrar em ação nas raias do Estádio Aquático Olímpico, na Barra da Tijuca (RJ), ou nas águas do no Forte de Copacabana, Zona Sul da Cidade Maravilhosa, mas, ainda assim, terá a chance de participar de uma Olímpiada em seu país.
 
Ex-atleta da Seleção Brasileira e com passagens por clubes como Botafogo, Flamengo e Fluminense, Pedroza vai ter a chance de vivenciar algo que sonhou por muitos anos como nadador. Árbitro da Federação Internacional de Natação, ele está escalado para fiscalizar os nadadores classificados para a Maratona Aquática dos Jogos Olímpicos, nos dias 15 e 16 de agosto, e vê boas chances de pódio para os competidores brasileiros. 
 
“Estes jogos olímpicos serão especiais para mim, pois como sou árbitro de maratona aquática da Federação Internacional de Natação (FINA) terei a oportunidade de arbitrar as provas na Rio 2016. Vejo o nível está cada vez mais alto, mas também enxergo boas chances de medalhas para o Brasil com a Poliana Okimoto e Ana Marcela, no feminino, e Allan do Carmo, no masculino. Todos eles vêm muito bem, e conquistaram ótimos resultados nos últimos anos”, comentou ele, que além de competir as provas do XTERRA Brazil, é técnico e coordenador do Resende Águas Abertas (RAA), equipe situada no sul fluminense, com aproximadamente 80 atletas.
 
Após ficar algumas temporadas afastado das águas por um problema crônico na coluna, que o levou à mesa de cirurgia em duas oportunidade, Artur trocou as piscinas por provas a céu aberto e reencontrou o prazer pela natação. Com 42 anos e fôlego de garoto, o nadador luta braçada a braçada para chegar ao fim de 2016 como líder do ranking do XTERRA Swim Challenge.
 
“Nadei nas piscinas por muitos anos. Em 2001, passei por uma cirurgia na coluna e ao voltar aos treinos decidi me dedicar às provas de natação em águas abertas, modalidade que já praticava esporadicamente desde muito jovem. Tive bons resultados e a partir desta época comecei a treinar sozinho e a planejar meu próprio treinamento, fato que acontece até hoje. Em 2007, tive um novo problema na coluna e fiquei praticamente seis anos sem competir, só retornando em 2013. Estou muito contente com a liderança no ranking do XTERRA Swim Challenge e pretendo me esforçar muito para chegar em primeiro no fim do ano”, concluiu.

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