Erlon e Ronilson param na semifinal

Dupla brasileira não consegue vaga na final do C2 1000m, mas festeja evolução/ Foto: Washington Alves/AGIF/COBDupla brasileira não consegue vaga na final do C2 1000m, mas festeja evolução/ Foto: Washington Alves/AGIF/COB

Londres- Erlon Silva e Ronilson Oliveira iniciaram bem sua primeira participação nos Jogos Olímpicos e entraram na briga por uma vaga na final da categoria C2 1000m da canoagem de velocidade em Londres 2012, mas acabaram se despedindo nas semifinais da competição nesta terça-feira, 7 de agosto, no Lago Dorney. Os brasileiros ficaram em quarto lugar em sua bateria, a uma posição da classificação, atrás da dupla de Cuba. Resta à dupla, agora, a disputa da final B.
Medalhas de prata nos Jogos Pan-americanos Guadalajara 2011, Erlon e Ronilson iniciaram bem a disputa da semifinal e cruzaram a linha dos primeiros 250m em terceiro lugar, atrás dos chineses Maoxing Huang e Li Quiang e dos tchecos Jaroslav Radon e Filip Dvorak. Mas perderam embalo no meio da prova e viram os cubanos Serguey Torres e Jose Carlos Bulnes dispararem na frente. Por muito pouco não alcançaram os rivais com um belo sprint final: foram os terceiros mais rápidos nos últimos 250m, com 55s32 contra 56s76 dos cubanos, mas o esforço não impediu que cruzassem a linha de chegada em quarto, com 3min42s101.
 
A dupla chinesa venceu a bateria com 3min37s746, seguida pelos tchecos, com 3min37s839, e pelos cubanos, com 3min41s619.
 
“Achávamos que ia dar para chegar ali no final e não desistimos nunca da prova. Aquele é o momento de colocar as últimas forças que restam no corpo, de tentar até o fim, e a gente fez tudo o que podia, mas infelizmente não deu”, lamentou Ronilson. “Fica a sensação de que dava para ir mais longe, mas poucos sequer acreditavam que chegaríamos até aqui. Estamos nos Jogos Olímpicos e aqui estão os 12 melhores barcos do mundo. Muitas duplas boas ficaram de fora e já é uma vitória viver isso tudo e ganhar essa experiência. Agora é analisar o que erramos e fazer uma preparação boa para o próximo ciclo. Saímos daqui com muito mais bagagem”.
 
Satisfeito com a chance de competir entre os melhores do mundo, Erlon também comemora a experiência adquirida e volta as atenções para os próximos desafios, entre eles o  Mundial da modalidade, que acontece em 2013 na Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio de Janeiro.
 
“Nosso foco era entrar para a final e chegamos bem perto disso, mas saímos com a sensação de que demos o nosso máximo e lutamos até o fim. Chegamos ao extremo. Queríamos buscar uma medalha, mas o mais importante é sempre ter a certeza de que você fez tudo o que estava ao seu alcance”, diz. “Agora é pensar no que vem pela frente, em 2013 já tem Mundial no Rio e vamos começar a partir daí. Não tem férias, é continuar trabalhando para melhorar os resultados e evoluindo como temos feito nos últimos anos”.
 
Em sua estreia na raia olímpica, no início da programação desta terça-feira, a dupla brasileira fez o sétimo tempo das preliminares e o segundo de sua bateria. Com 3min41s014, Erlon e Ronilson só ficaram atrás de Sergiy Bezugliy e Maksim Prokopenko, do Azerbaijão, que completaram o percurso em 3min38s042 e garantiram a vaga direta na final ao lado dos alemães Peter Kretschmer e Kurt Kuschela, vencedores da primeira bateria com 3min34s435 – os primeiros colocados de cada uma das séries se classificavam automaticamente para a briga por medalhas.

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