Canoagem já treina de olho em Londres 2012

Ronilson Matias e Erlon de Souza, os dois canoístas do Flamengo que estão classificados para disputar os Jogos Olímpicos de Londres, no C2 1000m, já entraram em ritmo intenso de treinamento   / Foto: Fernando Azevedo / Fla ImagemRonilson Matias e Erlon de Souza, os dois canoístas do Flamengo que estão classificados para disputar os Jogos Olímpicos de Londres, no C2 1000m, já entraram em ritmo intenso de treinamento / Foto: Fernando Azevedo / Fla ImagemRio de Janeiro - Ronilson Matias e Erlon de Souza, os dois canoístas do Flamengo que estão classificados para disputar os Jogos Olímpicos de Londres, no C2 1000m, já entraram em ritmo intenso de treinamento visando à principal competição desportiva do mundo.

Com a chegada do barco da marca Nelo – em que conquistaram a medalha de prata no Pan de Guadalajara e, consequentemente, a vaga para Londres – logo nos primeiros dias do ano, a dupla não perdeu tempo e deu início ao treinamento sob o comando do técnico Pedro Sena, grande incentivador da canoagem brasileira.

Com uma rotina de treinos dura, a dupla não esconde a ansiedade de estrear em um evento de alto nível. Recentemente, na última competição de 2011, o Campeonato Brasileiro de Canoagem, em Curitiba, o C2 de Ronilson e Erlon assegurou um total de três medalhas de ouro, nas distâncias de 200, 500 e 1000m.

"Eles vêm de um ciclo olímpico que só termina depois dos Jogos. Com a conquista da vaga, a preparação continua e o treinamento é mais específico. Ainda teremos pela frente uma regata internacional, três etapas da Copa do Mundo e o Pan-Americano da modalidade, que ajudarão a dar ritmo de competição. São dois meninos muito guerreiros, que mostraram entrosamento logo no primeiro campeonato que disputaram (Jogos Sul-Americanos da Colômbia, em 2010)", revelou Pedro.

Prestes a completar dois anos de parceria, em fevereiro, Ronilson e Erlon realizaram um antigo sonho do treinador. Pela primeira vez na história da canoagem brasileira, o barco C2 será representado em uma Olimpíada.

"Essa é uma parceria de sucesso que vem num crescente muito bom. Mostraram que tinham futuro nessa embarcação e apostamos todas as fichas. O Brasil estava muito carente desse barco e, aos poucos, fomos conquistando também o respeito dos adversários.  Hoje, brigamos de igual para igual com as melhores potências, como Cuba, Canadá e México. Para se ter uma ideia, o barco de Cuba, por exemplo, tem de oito a 12 anos de parceria", comentou o treinador que está à frente da seleção brasileira de canoagem desde 2005.

Ronilson, de 21 anos, natural de São Vicente (São Paulo), ingressou na modalidade olímpica aos 13 anos. Muito franzino, chegou a sonhar em ser jogador de futebol, bateu bola com Neymar, mas, segundo o próprio, não tinha o mesmo talento do companheiro e desistiu enquanto ainda era tempo.

"Em 2005, quando o Pedro assumiu o comando da seleção, continuei na escolinha que ele me ajudou a pagar desde 2003, quando comecei, pois meus pais não podiam. Participei da seletiva nacional que teve em 2009 e entrei na equipe permanente. O Pedro é o meu grande incentivador", contou o atleta rubro-negro.

"Ele era muito magrinho e é uma emoção vê-lo hoje em dia. Não desiste nunca, muito guerreiro mesmo. É um sonho realizado. Pela vaga olímpica, tiraram o Canadá e isso é fantástico para quem vive isso no dia a dia. É uma classificação inédita para o Brasil", completou Sena, que não poupou elogios aos dois pupilos.

"Antes da chegada dos dois, a melhor colocação de um barco brasileiro em mundiais foi um 13º lugar. Isso já foi considerado um feito inédito. São dois meninos de muito talento, que batalharam muito para chegar aonde chegaram. Em Londres, eles têm que levar como mais uma competição. Estar lá, somente os melhores", exclamou o comandante rubro-negro e brasileiro.

Para Erlon de Souza, 20 anos, o sonho de representar o Brasil em uma Olimpíada foi mais tardio, em 2005, na pequena cidade de Ubatã, na Bahia. Três anos depois, Erlon conquistou a medalha de prata no barco duplo e o bronze no individual em seu primeiro Campeonato Brasileiro. Na ocasião, Ronilson chegou  a ser seu adversário.

Pedro, que assumiu uma relação de pai com os cinco meninos que integram a equipe rubro-negra, lembra dos dias em que as condições para realizar o belo trabalho, hoje reconhecido,  eram precárias.

"Passamos por muita coisa, muitas dificuldades para chegarmos aqui. Não tínhamos apoio algum, nenhum tipo de auxílio. Por isso eu os considero tão guerreiros. Não desistiram do objetivo, mesmo com tantas adversidades", contou o técnico. "Os tempos obtidos nos fazem sonhar", encerrou Pedro Sena.

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