Meta cumprida

Em sua primeira participação olímpica, Geisa Arcanjo termina em oitavo lugar no arremesso do peso/ Foto: Adrian DennisEm sua primeira participação olímpica, Geisa Arcanjo termina em oitavo lugar no arremesso do peso/ Foto: Adrian Dennis

Londres- Não é fácil estabelecer metas ousadas e cumpri-las. Com apenas 20 anos, Geisa Arcanjo saiu nesta segunda à noite, 6 de agosto, do Estádio Olímpico de Londres com o orgulho pelo dever cumprido. Em sua primeira participação olímpica, a atleta brasileira de arremesso de peso obteve a melhor marca de sua carreira, 19m02, e ficou com a oitava posição entre as melhores do mundo – objetivo traçado pela manhã, após se classificar para a final. Antes dos Jogos, Geisa tinha apenas a 21ª marca entre as 32 participantes da modalidade.
 
Com o sorriso aberto, Geisa não escondia a satisfação com o resultado. Tampouco escondia a admiração com a primeira experiência olímpica. “Nunca tinha visto alguém arremessar o peso a mais de 20 metros”, disse, referindo-se à marca vitoriosa de 21m36, feita por Nadzeya Ostapchuk, de Belarus. “É inexplicável competir ao lado de quem você só assiste por vídeo no You Tube”.
 
Em franca evolução, Geisa aumentou a sua melhor marca em dois metros apenas neste ano. Em 18º lugar no ranking da Federação Internacional de Atletismo, a atleta já prevê metas mais ambiciosas para os anos pré-Jogos Olímpicos do Rio. “Quero passar pelo menos três anos consistentemente entre as dez primeiras do mundo para ter condições de fazer algo mais no Rio de Janeiro”.
 
Depois de marcar apenas 18m27 na primeira tentativa, Geisa errou o segundo arremesso. No terceiro, veio a marca de 19m02. Nas três outras chances, já que estava entre as oito melhores, a brasileira não conseguiu superar o índice. “Ali, a emoção tomou conta de mim. Tinha alcançado os meus objetivos, feito um arremesso acima de 19m pela primeira vez e não consegui mais acertar”.
 
Nas eliminatórias dos 200m, as velocistas brasileiras viveram emoções opostas. Ana Claudia Lemos marcou 23s40, ficou com a 33ª colocação e saiu da pista com os olhos marejados. “Não fiz o que tinha que fazer, não cresci na prova. Não deu nada certo”, lamentou. Já Evelyn Santos conseguiu uma vaga na semifinal, com a 23ª posição, e o tempo de 23s07 – oito centésimos acima de seu melhor tempo. “Era fundamental ir para a semifinal”, disse, ciente da enorme concorrência que terá pela frente. “Isso nos dá mais confiança e alegria para a prova do revezamento 4x100m”.

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