Leandro Guilheiro cai na repescagem

“Os caras foram melhores que eu. Simples assim”/ Foto: Alaor Filho/AGIF/COB“Os caras foram melhores que eu. Simples assim”/ Foto: Alaor Filho/AGIF/COB 

Londres- Na tarde desta terça-feira, 31 de julho, Leandro Guilheiro saiu pela primeira vez sem medalhas de uma edição de Jogos Olímpicos. Foi também a segunda vez, desde que subiu de categoria para meio-médio (-81 kg), em dezembro de 2009, que o judoca ficou fora do pódio em uma competição. Medalha de bronze em Atenas (2004) e Pequim (2008), primeiro lugar no ranking mundial, Leandro era a imagem do equilíbrio após ser derrotado pelo japonês Takahiro Nakai por um yuko na repescagem, no Excel Center, em Londres. Antes, ele havia vencido o letão Konstantins Ovchinnikovs por um yuko e o marroquino Safouane Attaf por ippon, mas caído nas quartas de final para o americano Travis Stevens, que aplicou um wazari e o mandou para a repescagem.

 

“A luta se decidiu no tatame. Não foi antes, não foi depois. Esses foram os Jogos para os quais me preparei melhor. Treinei a mente, o corpo, o judô. Treinei muito. Os caras foram melhores que eu. Simples assim”, afirmou o judoca, tentado explicar no que eles foram superiores: “Eles usaram uma estratégia que eu já imaginava que usariam, mas não tive capacidade de anular. Sou forte segurando o quimono, e eles não deixaram. O americano com sua envergadura, que é maior que a minha, e o japonês batendo a cabeça. Mas não senti pressão, nada disso”.
 
Leandro era o favorito à medalha de ouro. E acredita que a decepção com a derrota ainda vai bater mais tarde. “Não desejo a dor que eu sinto a ninguém, mas sei que mais tarde a paulada vai ser maior. Ainda estou muito equilibrado e focado. Quando eu relaxar, vai ficar mais doído”, disse.
 
Aos 28 anos, o atleta faz planos para os Jogos Olímpicos do Rio, em 2016. E não se arrepende de nada que fez na carreira. “Não é um resultado, por mais significativo que seja, que joga por terra tudo o que realizei. Certamente tenho uma lição preciosa a tirar daqui. Mas minha história não termina agora. Jogos Olímpicos, para mim, são sinônimo de motivação, de felicidade. É sonho de garoto. Nesse momento eu me sinto vivo, com muito para melhorar. Não sei se vou ganhar um Mundial ano que vem ou outra medalha em 2016. Não me cobro isso. Eu me cobro profissionalismo, eu me cobro evoluir”.