Marcelo Melo começa a treinar em Wimbledon e não esconde a emoção

Comemorando o título em Halle / Foto: DivulgaçãoComemorando o título em Halle / Foto: Divulgação

São Paulo - O mês de julho de 2017 ficará para sempre na memória do mineiro Marcelo Melo. Ao lado do parceiro polonês Lukasz Kubot conquistou o sonho de ser campeão no tradicional torneio de Wimbledon, em Londres, na Inglaterra. 
 
Um ano depois, estão de volta para defender o título na edição 2018 do Grand Slam, que será disputada a partir desta segunda-feira (2) e até o dia 15. Ao chegar à capital inglesa, para começar a treinar e se preparar para a estreia na próxima semana, na grama sagrada do All England Club, Melo não escondeu a emoção.
 
"Cheguei em Wimbledon e pisar aqui, agora, como campeão, foi bem diferente. É uma sensação extrema de alegria. Lembrei praticamente de todos os momentos que tive no ano passado e isso dá muita energia, força positiva para este ano. Já dei uma caminhada por aqui, vou treinar. Está tudo indo muito bem. Vamos ficar com os pés no chão, saber que é jogo por jogo, que temos de buscar manter o nosso desempenho para ir o mais longe possível. Estamos tranquilos para começar", afirma Marcelo, que tem o patrocínio de Centauro, BMG e Itambé, com apoio da Confederação Brasileira de Tênis.
 
"Estamos muito felizes com o desempenho em Halle, com o título. A grama é uma superfície que gostamos muito de jogar. Condiz demais com o nosso jogo. Já tínhamos feito um bom resultado em S-Hertogenbosch na semifinal. Então a gente vem jogando muito bem. É manter esse ritmo de jogo, essa confiança. E aqui, agora, em Wimbledon, é trazer toda essa energia que sempre tivemos, especialmente do ano passado", completa.
 
O título do ATP 500 de Halle, na Alemanha, colocou Melo e Kubot na sexta colocação no ranking mundial de duplas. Eles subiram duas posições no ATP Doubles Team Race que define, ao final da temporada, as oito melhores parcerias para a disputa do ATP Finals, encerrando o ano. Eles comemoraram o bi na grama alemã, no domingo (24) e, antes, chegaram à semifinal do ATP 250 de S-Hertogenbosch, na Holanda, dois torneios preparatórios para Wimbledon.
 
Melo e Kubot ocupam, agora, o sexto lugar com 2.100 pontos. Os líderes são o austríaco Oliver Marach e o croata Mate Pavic, com 5.930, seguidos dos irmãos Bryan – Bob e Mike, dos Estados Unidos, com 4.355. Os colombianos Juan Sebastian Cabal e Robet Farah – 3.655 – estão em terceiro, com Nikola Mektic (Croácia)/Alexander Peya (Áustria), em quarto – 3.200 -, e os franceses Pierre-Hugues Herbert e Nicolas Mahut em quinto, com 3.040. Completam os oito, o inglês Jamie Murray e o brasileiro Bruno Soares, em sétimo, com 2.030, e os espanhóis Feliciano Lopez e Marc Lopez, com 1.760, em oitavo.
 
No ranking mundial individual de duplas, Melo ocupa atualmente a quarta colocação, com Kubot em terceiro. Eles empatam em número de pontos, 6.980, mas pelo primeiro critério de desempate - torneios disputados ao longo de 52 semanas -, o mineiro tem uma competição a mais. O líder do ranking é o croata Mate Pavic, com 8.240 pontos, seguido do austríaco Oliver Marach, com 8.190.
 
Trinta e três partidas, 22 vitórias e dois títulos na temporada  – O brasileiro Marcelo Melo, 34 anos, e o polonês Lukasz Kubot, 36 anos, estão jogando juntos desde o início da temporada 2017. Antes, formaram parceria em torneios como o ATP de Viena, onde foram campeões em 2015 e 2016.
 
Em 2018, até agora, foram dois títulos, com a disputa de 33 jogos e 22 vitórias - quatro em Sidney, campeões do ATP 250, três no Australian Open, em Melbourne, ambos na Austrália, uma no ATP 500 de Roterdã, na Holanda, uma no Rio Open, no Rio de Janeiro, uma no ATP 500 de Barcelona, na Espanha, duas no ATP 250 de Munique, na Alemanha, uma no Masters 1000 de Madri, na Espanha, uma no Masters 1000 de Roma, na Itália, duas em Roland Garros, duas no ATP 250 de S-Hertogenbosch, com Marcelo atingindo 450 vitórias na carreira, na estreia na Holanda, e quatro agora no ATP 500 de Halle, com a conquista do bi na Alemanha.
 
Em 2017, a dupla Melo e Kubot disputou 24 torneios, conquistou seis títulos, venceu 51 jogos, com apenas 18 derrotas. Entre essas vitórias estão a 400ª da carreira do brasileiro, obtida na estreia em Roland Garros.
 
Recordes em 2018 e o 30º título na carreira - Neste ano, Melo passou a ser o tenista brasileiro com maior número de semanas no topo do ranking - 56 - e, também, o recordista brasileiro em número de títulos da ATP, agora com 30, após a conquista em Halle. Desde 2017, quando encerrou a temporada como número 1, até agora, ficou 30 semanas – 25 consecutivas - como líder (13 no ano passado e 17 em 2018). Antes, ele ocupou a liderança pela primeira vez em 2015, por 22 semanas, também virando o ano na frente, e voltou ao primeiro lugar por mais quatro semanas a partir de maio de 2016. Em março foi eleito atleta do ano pelo COB (Comitê Olímpico do Brasil).
 
Principais conquistas na carreira - Entre os 30 títulos de Melo na carreira, todos em duplas, dois são Grand Slam – Roland Garros, na França (2015) e Wimbledon, em Londres (2017) e oito Masters 1000, além de cinco ATP 500 e 14 ATP 250. Com a conquista em Sidney, pelo 12º ano consecutivo comemora ao menos um título por temporada.
 
O primeiro título em torneios ATP foi em 2007, no Estoril, em Portugal. Tem dois Grand Slam - Roland Garros 2015 e Wimbledon 2017 -, além de um vice em Londres (2013) e duas semifinais no US Open. Marcelo também lidera no número de títulos em Masters 1000. Em Paris, em novembro de 2017, chegou ao oitavo, depois de ganhar Shangai (2013 e 2015), Paris (2015), Toronto (2016), Cincinnati (2016), Miami (2017) e Madri (2017).
 
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