Iniciativa da CBDG estimula o desenvolvimento da patinação de velocidade

Larissa Paes em Salt Lake City / Foto: DivulgaçãoLarissa Paes em Salt Lake City / Foto: Divulgação

EUA - Casa nova, novas amizades, pequenos sustos, muitos desafios. Os primeiros dias da atleta Larissa Paes em Salt Lake City, nos Estados Unidos, têm sido marcados por uma realidade completamente diferente da que viveu até pouco tempo atrás. Tudo isso, em nome de um objetivo.
 
Campeã brasileira de patinação de velocidade sobre rodas, Larissa faz parte de um projeto subsidiado pela Federação Internacional de Patinação, viabilizado pela CBDG, que visa estimular a transição da patinação sobre rodas para o gelo. Aos 23 anos, a brasiliense é a primeira beneficiada pela iniciativa, que ainda proporcionará essa experiência a outros atletas brasileiros por meio de mais parcerias que vêm sendo desenvolvidas pela Confederação Brasileira de Desportos no Gelo.
 
Em Salt Lake City, Larissa treina no Utah Olympic Oval, uma das melhores estruturas do mundo para a modalidade. Para se ter uma ideia do que existe por lá, uma lista breve: pistas de gelo, esteira específica para patinação, pista de atletismo interna, academia e sala com sofás para os atletas. Tudo de altíssimo nível.
 
A qualidade do local somada à receptividade daqueles que transitam pelo ambiente foram determinantes para a brasileira já sentir-se à vontade logo em sua primeira semana longe de casa. “Os primeiros dias em um lugar novo são sempre um pouco bagunçados. Quando cheguei, não sabia bem como seria para me locomover, me alimentar, já que nos Estados Unidos existe um apelo pelos fast food, como seria a convivência com o grupo de pessoas e como seria o próprio treinamento. Mas está sendo tudo bem tranquilo em todos esses aspectos. O pessoal é bacana e prestativo, os treinadores bem preparados e atenciosos”, comenta.
 
A estrutura e a convivência também vêm encorajando a atleta, que relembra o seu debut no Utah Olympic Oval: “No primeiro dia, cheguei direto do aeroporto e fui para o centro de treinamento. A princípio, disseram que eu não iria treinar, mas o treinador do short track encontrou um patins de alta qualidade do meu tamanho e se empolgou. Falou para eu tentar, se quisesse. Comecei morrendo de medo, mas fui arriscando mais e já comecei a pegar melhor as curvas. Depois, me distraí e levei o maior tombo. Caí em cima do dedo e minha unha virou ao contrário, começou a sangrar um pouco. Não foi a melhor experiência para um primeiro dia (risos). Mas depois disso, felizmente não caí mais, já estou bem mais firme nos patins”, conta.
 
Duas sessões de duas horas por dia, mais academia e treino físico específico, marcam a rotina de Larissa. Nos trabalhos, ela pratica long e short track. E a evolução é constante. Se no primeiro dia sua volta lançada, de 400 metros, foi feita em 40’5’’, no quinto, mais de seis segundos já haviam sido baixados. E ela quer mais. Até porque, para atingir seu grande sonho, precisará suar muito. “Classificar para as Olimpíadas por si só já é um grande feito, pois os índices são extremamente baixos. É necessário um nível altíssimo para fazer os tempos qualificatórios. Antes disso, tenho que classificar para a Copa Mundial, pois lá são definidos os atletas que vão para as Olimpíadas. Sei os tempos que são necessários para entrar na Copa e, apesar de ainda estar muito distante, tenho foco 100% para isso. Por agora, o mais importante é aprender a técnica apropriada. E a cada dia me dedico mais a isso”, salienta.
 
 
 
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