Esportes de neve do Brasil já miram próximo ciclo olímpico

CBDN foca nos Jogos Paralímpicos e no planejamento para 2022 / Foto: Christian Dawes/COBCBDN foca nos Jogos Paralímpicos e no planejamento para 2022 / Foto: Christian Dawes/COB

São Paulo - Encerrados os Jogos Olímpicos de Inverno nesse domingo, dia 25, em PyeongChang (Coréia do Sul), o momento marca a passagem para o ciclo olímpico de Pequim 2022.
 
Consumadas as inspiradoras histórias de Jaqueline Mourão e Victor Santos no Ski Cross Country, além da luta de Isabel Clark e a estreia de Michel Macedo, os esforços e foco se voltam para os Jogos Paralímpicos de Inverno e o desenvolvimento e planejamento para os próximos anos.
 
Uma edição para construir e legitimar as histórias de seus quatro representantes de maneiras diferentes. “Começando por fazer história com a Jaqueline que veio para sua sexta participação. Não é qualquer atleta que faz seis jogos seguidos, entre Verão e Inverno, em três modalidades. Foi a primeira comemoração importante para nós. Vamos torcer para que ela estenda até a China”, pontuou o presidente da CBDN, Stefano Arnhold, sobre a grande marca obtida pela delegação dos esportes de neve em PyeongChang.
 
Se Jaqueline Mourão fez história ao se tornar a atleta mais olímpica do País, o cross country brasileiro viu a chegada de Victor Santos, estreante da nova geração, cria do Projeto Social Ski na Rua. Classificado para a disputa dos 15km estilo livre, Santos apresentou ao mundo uma das narrativas mais inspiradoras dos Jogos e encantou equipes e imprensa internacionais. “Tivemos uma história lindíssima que foi a do Victor. É muito rica e inspira muitas pessoas em vários países. Foi muito bacana poder celebrar a sua estreia nos Jogos de PyeongChang”, comentou Arnhold.
 
No Ski Alpino, apesar da lesão no joelho que o afastou das provas de Super Combinado e Super G, Michel Macedo, de apenas 19 anos, também fez sua estreia olímpica ao disputar o Slalom Gigante e o Slalom, e permanece como grande aposta para o próximo ciclo.
 
“Fomos bem no circuito, trazendo uma revelação que é o Michel. Ele está esquiando nas provas técnicas em nível que nunca tivemos antes. Já tem um resultado expressivo com o top 15 dos Jogos Olímpicos da Juventude de Lillehammer. Nós acreditamos que o Michel pode ir abaixo dos 20 pontos FIS. Não é fácil medir, mas seria muito expressivo, sem falar nos vários Jogos pela frente”, avaliou Arnhold.
 
Principal história da delegação no sentido de luta e garra “fora” das pistas, Isabel Clark, dona do maior resultado da história do país em Jogos – 9º lugar em Turim 2006 -, não disputou a prova de Snowboard Cross devido a lesão sofrida após queda em treino oficial. Exaltando a garra da rider brasileira, Stefano Arnhold comentou:
 
“A Isabel segue com nosso melhor resultado em modalidades de inverno. Infelizmente, uma queda a tirou dos Jogos, mas acho que por tudo que aconteceu, está ainda mais marcada a história dessa guerreira.  Ela batalhou o tempo todo, são mais de 20 anos de trabalho. A lesão de Cervinia (Itália), do tipo cervical, ocorrida meses antes dos Jogos Olímpicos, foi bastante séria, ela passou dois meses lutando para se recuperar e chegou até aqui.”
 
2022 é logo ali - Especificamente sobre os esportes olímpicos, Arnhold ressaltou a importância da renovação e o acirramento das disputas pelas vagas para 2022 entre maior número de atletas. “Temos todo um trabalho a continuar desenvolvendo nas modalidades, no Ski Freestyle que não esteve por aqui, mas tem meninas novas a serem preparadas durante o ciclo".
 
"Teremos um outro Victor e atletas que começaram ainda mais cedo que ele almejando uma classificação. Torceremos pela permanência da Jaqueline, que pode chegar à sétima edição de Jogos. Já no Snowboard, o trabalho é para preparar uma nova geração para 2026”, encerrou. 
 
 

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