Vento fraco cancela regata de HPE na abertura da etapa final

Duelo após a largada / Foto: Marcos Méndez/SailStationDuelo após a largada / Foto: Marcos Méndez/SailStation

Ilhabela - O vento se transformou no principal assunto deste sábado (30) na abertura da 4ª etapa da Copa Suzuki Jimny. A entrada do sudoeste acima dos 10 nós (20 km/h) permitiu que os barcos acima de 30 pés (nove metros) largassem às 12h50 para a tradicional Regata Volta à Ilha - Sir Peter Blake. Com a redução da intensidade do vento, os 22 barcos que iniciaram a travessia de 70 quilômetros tinham previsão para a chegada ao Yacht Club de Ilhabela (YCI) entre a noite deste sábado e a madrugada deste domingo. 
 
Porém, o vento que entrou pelo sul da ilha, não chegou ao canal de São Sebastião, impedindo que o percurso da classe HPE e dos barcos com menos de 30 pés fosse montado pela Comissão de Regatas (CR) que aguardou, em vão, até às 15h30. Os 17 barcos menores não contornam Ilhabela por questão de segurança. À espera do vento, o transatlântico MSC Orchestra fundeou próximo à raia que seria da HPE, inaugurando a temporada de cruzeiros em Ilhabela. 
 
"Depois que dei largada mais ao sul para os barcos maiores, fiquei animado e pensei que logo o vento entraria no canal para organizar a regata de HPE. Mas não foi o que aconteceu. É estranho, mas são fatores que só a natureza pode explicar. A garoa costuma espantar o vento. Vamos ver se amanhã (domingo) entra o leste", analisou o diretor da CR, Cuca Sodré. Neste domingo as regatas começam às 13h para todas as classes, ORC, RGS, C30 e IRC. A HPE pode correr ter até três largadas. 
 
Uma regata a menos no programa do Circuito Ilhabela de Vela Oceânica, pode parecer favorável aos barcos que ocupam as primeiras posições depois de três etapas. Apesar da vantagem na briga pelo título, o comandante do Relaxa Next/Caixa, Maurício Santa Cruz, queria emoção. "É melhor correr a regata do que ficar esperando pelo vento. Pelo menos serviu para fazermos alguns testes no barco. A vontade de velejar fica acumulada para domingo", considerou Santinha, líder da HPE e que nesta temporada conquistou a medalha de prata nos campeonatos Mundial e Europeu de J24. 
 
A vontade de velejar contida de forma involuntária não está restrita à Santinha. A tripulação do HPE Arthemis, retornando mais cedo ao YCI, aproveitou para antecipar o almoço, mas queriam mesmo é estar na raia. "Estávamos com muita vontade de competir. Sempre velejo na Represa de Guarapiranga, mas aqui é diferente quando entra aquele 'sulzão'. Amanhã quero correr três regatas", deseja esperançoso o comandante do Arthemis, Mark Essle, bicampeão da Semana de Vela de Ilhabela com o veleiro Curupira em 1999 e 2001. 
 
Pontuação acumulada após três etapas (considerando-se os descartes) 
 
ORC 
1º - Tangaroa (James Bellini) - 11 pontos perdidos 
2º - Lexus/Chroma (Luiz de Crescenzo) - 17 pp 
3º - Orson/Mapfre (Carlos Eduardo S. Silva) - 27 pp 
 
C30 
1º - Loyal (Marcelo Massa) - 14 pp 
2º - Barracuda (Humberto Diniz) - 27 pp 
3º - Caballo Loco (Mauro Dottori) - 39 pp
 
HPE 
1º - Relaxa Next/Caixa (Tomas Mangabeira) - 33 pp 
2º - Ginga (Breno Chvaicer) - 41 pp 
3º - SER Glass (Marcelo Bellotti) - 50 pp
 
RGS A 
1º - Jazz (Valéria Ravani) - 14 pp 
2º - Urca/BL3 (Pedro Rodrigues) - 31pp 
3º - Maria Preta (Alberto Barreti) - 34 pp 
 
RGS B 
1º - Asbar II (Sergio Klepacz) - 12,5 pp 
2º - Suduca (Marcelo Claro) - 18 pp 
3º - Kanibal (Martin Bonato) - 22,5 pp 
 
RGS C
1º - Rainha (Leonardo Pacheco) - 11 pp
2º - Ariel (Andreas Kugler) - 20 pp
 
RGS Cruiser 
1º - Boccalupo (Claudio Melaragno) - 12 pp 
2º - Cocoon (Luiz Caggiano) - 19 pp 
3º - Brazuca (José Rubens Bueno) - 28 pp