Mundiais de Finn e Nacra 17 terminam com Brasil no top 20

Na França, João Bulhões e Gabriela Nicolino acabam na cola dos campeões olímpicos. Na Hungria, Jorge Zarif vence uma regata e fica em 16° no geral / Foto: Cserta GaborNa França, João Bulhões e Gabriela Nicolino acabam na cola dos campeões olímpicos. Na Hungria, Jorge Zarif vence uma regata e fica em 16° no geral / Foto: Cserta Gabor

França - Os Campeonatos Mundiais de duas classes olímpicas terminaram neste domingo, dia 10, na Europa, com o Brasil aparecendo no top 20 em ambas as competições.
 
Na jovem classe Nacra 17, que estreou novos barcos com foil na competição em La Grande Motte (França), a dupla João Bulhões e Gabriela Nicolino ficou na 15ª posição, com 143 pontos perdidos, no primeiro evento que fizeram juntos neste ciclo olímpico. E na tradicional classe Finn, no Lago Balaton (Hungria), Jorge Zarif acabou em 16° lugar (149 p.p.) e André Mirsky terminou em 66° (430 p.p.).
 
O Mundial de Nacra 17 contou com 47 tripulações após um ano de muita discussão na classe em torno das novas embarcações com foil, que andam com o casco praticamente o tempo todo acima da superfície da água. No mês passado, houve um recall dos barcos para ajustes técnicos, o que fez do Campeonato Mundial um grande palco de aprendizado. Os campeões foram os britânicos Ben Saxton e Katie Dabson, com 92 pontos perdidos. Para João Bulhões e Gabriela Nicolino, o resultado foi promissor, já que eles acabaram pouco atrás da dupla campeã olímpica, os argentinos Santiago Lange e Cecilia Carranza (13° lugar, 134 p.p.), mostrando potencial para evoluir rumo a Tóquio 2020. E poderia ter sido ainda melhor se a comissão de regata não tivesse penalizado os velejadores brasileiros com uma marcação bem duvidosa de largada escapada na última prova da fase classificatória.
 
“É uma classe que está começando agora e ainda precisa desenvolver certos detalhes. A gente está aprendendo muito, é uma troca de informação grande neste momento de desenvolvimento da classe. Nosso objetivo era entrar na Medal Race (top 10). Fizemos o nosso melhor e agradecemos o apoio da CBVela (Confederação Brasileira de Vela)”, afirmou João Bulhões.
 
Na Finn, a mais antiga classe entre as que fazem parte do atual programa olímpico, a Gold Cup realizada na cidade de Balatonföldvár, na Hungria, reuniu o expressivo número de 113 embarcações. O brasileiro Jorge Zarif, quarto colocado nos Jogos Rio 2016, chegou a vencer a regata disputada na quinta-feira (7), mas viu sua ascensão na classificação prejudicada pela falta de vento que cancelou as provas de sexta-feira e sábado. Neste domingo, só uma regata foi disputada, e o sueco Max Salminen ficou com o título (47 pontos perdidos).
 
“Fiquei feliz de ganhar uma regata. É sempre bom ganhar uma regata em Campeonato Mundial, principalmente depois de ter uma semana difícil como a que eu tive”, afirmou Jorginho, que foi campeão da Gold Cup em 2013.
 
O próximo grande compromisso para os velejadores brasileiros é a disputa da Copa Brasil de Vela, prevista para o período de 09 a 16 de dezembro, em Ilhabela (SP).
 
Mundial de Finn
 
Mundial de Nacra 17
 
Classificação geral 
 
Mundial de Finn
1 – Max Salminen (Suécia), 47 pontos perdidos
2 – Jonathan Lobert (França), 48 p.p.
3 – Nicholas Heiner (Holanda), 50 p.p
16 – Jorge Zarif (Brasil), 149 p.p.
66 – André Mirsky (Brasil), 430 p.p.
 
Mundial de Nacra 17
1 – Bem Saxton/Katie Dabson (Grã-Bretanha), 92 pontos perdidos
2 – Fernando Echavarri Erasun/ Tara Pacheco van Rijnsoever (Espanha), 95 p.p.
3 – Ruggero Tita/ Caterina Banti (Itália), 109 p.p.
15 – João Bulhões e Gabriela Nicolino (Brasil), 143 p.p.
 

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