Mundial ‘dos extremos’ deixa Scheidt e Borges em terra

Dupla formada pelo bicampeão olímpico e seu proeiro não puderam velejar nesta sexta-feira (1) porque a comissão de regata foi obrigada a cancelar as regatas devido ao forte vento no litoral da cidade do Porto / Foto: Ricardo Pinto/DivulgaçãoDupla formada pelo bicampeão olímpico e seu proeiro não puderam velejar nesta sexta-feira (1) porque a comissão de regata foi obrigada a cancelar as regatas devido ao forte vento no litoral da cidade do Porto / Foto: Ricardo Pinto/Divulgação

Portugal - O Campeonato Mundial de 49er segue sua rotina de extremos. A competição que precisou esperar dois dias para começar devido a falta de vento, teve as regatas canceladas pelo motivo oposto nesta sexta-feira (1).
 
Fortes rajadas, que chegaram a 22 nós, e ondas grandes forçaram a organização a adiar a programação do evento disputado na cidade do Porto, em Portugal. Com isso, Robert Scheidt e Gabriel Borges esperam que as condições climáticas melhorem e possam encerrar sua participação neste sábado (2).
 
“O dia começou com mais vento que ontem (quinta-feira). As meninas foram para a água primeiro e fizeram quatro regatas. Quando seguimos para a raia de largada, por volta das 13h, o vento tinha aumentado bastante, na casa dos 22 nós, com o mar bem grande. Com isso, a comissão cancelou as provas. Estava realmente complicado e, infelizmente, muita gente se machucou. Estamos bem e espero que o tempo permita as quatro regatas programadas para amanhã (sábado, 2)”, disse o bicampeão olímpico, patrocinado pelo Banco do Brasil e Rolex, com os apoios do COB e CBVela.
 
Sem regatas, Scheidt e Borges mantém a 35ª posição, com 58 pontos perdidos. Em seis regatas, velejaram entre os top 20 em cinco, cruzando a linha de chegada em 8º, 24º (resultado descartado), 9º, 14º, 17º e 10º lugares. A liderança é dos britânicos Dylan Fletcher-Scott e Stuart Bithell, com 9 pontos perdidos. Entre os demais brasileiros em Portugal, Carlos Robles/Marco Grael e Dante Bianchi/Thomas Low-Beer aparecem em 19º e 38º lugares, respectivamente. No feminino, Martine Grael com Kahena Kunze, dupla campeã olímpica nos Jogos Rio 2016, mantém a 3ª colocação.
 
Tóquio 2020 - Bicampeão, maior medalhista olímpico do Brasil e considerado uma lenda viva nas classes Star e Laser, Robert Scheidt disputa sua primeira temporada na 49er aos 44 anos. Em Portugal, estreia em um Mundial na nova classe. Consciente dos desafios, busca experiência ao velejar em um barco maior, mais veloz e com estratégias diferentes a fim de iniciar um novo ciclo olímpico, visando os Jogos de Tóquio, em 2020.
 
Recentemente, Scheidt e Borges disputaram o Campeonato Europeu. Em 15 regatas, conquistaram duas vitórias e encerraram a participação em 31º lugar, com 103 pontos perdidos, entre 92 barcos. “Aprendemos muito e deixamos o Europeu um pouco melhor do que chegamos. Estreamos um novo barco e sabemos que tudo faz parte do nosso aprendizado na 49er”, completou o atleta sobre a disputa em Kiel, na Alemanha.
 
Crescimento - A evolução de Robert na 49er pode ser comprovada pelo seu desempenho. Na Copa Brasil, no início de março, em Porto Alegre, venceu quatro regatas, as primeiras na nova categoria, conquistando a medalha de prata. Antes de competir em águas brasileiras, disputou a etapa de Miami da Copa do Mundo de Vela, em janeiro. E conseguiu o 16º lugar na disputa que reuniu 26 barcos com os melhores iatistas do planeta. Na Miami Mid Winters, também no início de 2017, obteve o 11º lugar no campeonato que envolveu 17 competidores. No final de março, correu o Troféu Princesa Sofia e novamente fez um 11º lugar. 
 
 

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