Scheidt e Borges enfrentam ventos fortes no Mundial de Portugal

Dupla formada pelo bicampeão olímpico e seu proeiro velejaram entre os top 20 nas três provas do dia, que teve ventos entre 18 a 22 nós e ondas grandes na cidade do Porto / Foto: Ricardo Pinto/DivulgaçãoDupla formada pelo bicampeão olímpico e seu proeiro velejaram entre os top 20 nas três provas do dia, que teve ventos entre 18 a 22 nós e ondas grandes na cidade do Porto / Foto: Ricardo Pinto/Divulgação

Portugal - A edição 2017 do Campeonato Mundial de 49er está na base do ‘8 ou 80’. Após dois dias de adiamento por falta de condições climáticas, segunda e terça-feira, a disputa começou na quarta-feira com vento fraco. Mas, nesta quinta-feira (31), o litoral da cidade do Porto, em Portugal, foi invadido por uma forte ventania.
 
Situação que trouxe um desafio a mais para Robert Scheidt e Gabriel Borges. “Velejamos com ventos entre 18 a 22 nós e muitas ondas, coisa que enfrentamos poucas vezes nessa nova classe”, disse o bicampeão olímpico.
 
Mesmo com dificuldades, Scheidt e Borges conseguiram se manter no pelotão da frente em boa parte das três regatas disputadas nesta quinta-feira. Para Robert, o mais importante foi o aprendizado. “Tivemos um dia duríssimo. Velejamos em condições extremas e isso acarretou em duas viradas. É bem verdade que quase toda a flotilha virou, mas isso nos atrapalhou em momentos em que vínhamos em quinto e sexto em duas regatas. Mas vale como experiência e seguimos lutando”, disse o bicampeão olímpico, patrocinado pelo Banco do Brasil e Rolex, com os apoios do COB e CBVela.
 
Scheidt e Borges terminaram as regatas sempre no top 20, com um 14º, 17º e 10º lugares e terminaram o dia na 35ª posição, com 58 pontos perdidos. Com isso, apesar de ganhar três posições na classificação geral, não conseguiram entrar na flotilha ouro e, nesta sexta-feira (1), iniciam a disputa da prata. A liderança é dos britânicos Dylan Fletcher-Scott e Stuart Bithell, com 9 pontos perdidos. Entre os demais brasileiros em Portugal, Carlos Robles/Marco Grael e Dante Bianchi/Thomas Low-Beer aparecem em 19º e 38º lugares, respectivamente. No feminino, Martine Grael com Kahena Kunze, dupla campeã olímpica nos Jogos Rio 2016, ocupa a 3ª colocação.
 
Tóquio 2020 - Bicampeão, maior medalhista olímpico do Brasil e considerado uma lenda viva nas classes Star e Laser, Robert Scheidt disputa sua primeira temporada na 49er aos 44 anos. Em Portugal, estreia em um Mundial na nova classe. Consciente dos desafios, busca experiência ao velejar em um barco maior, mais veloz e com estratégias diferentes a fim de iniciar um novo ciclo olímpico, visando os Jogos de Tóquio, em 2020.
 
Recentemente, Scheidt e Borges disputaram o Campeonato Europeu. Em 15 regatas, conquistaram duas vitórias e encerraram a participação em 31º lugar, com 103 pontos perdidos, entre 92 barcos. “Aprendemos muito e deixamos o Europeu um pouco melhor do que chegamos. Estreamos um novo barco e sabemos que tudo faz parte do nosso aprendizado na 49er”, completou o atleta sobre a disputa em Kiel, na Alemanha.
 
Crescimento - A evolução de Robert na 49er pode ser comprovada pelo seu desempenho. Na Copa Brasil, no início de março, em Porto Alegre, venceu quatro regatas, as primeiras na nova categoria, conquistando a medalha de prata. Antes de competir em águas brasileiras, disputou a etapa de Miami da Copa do Mundo de Vela, em janeiro. E conseguiu o 16º lugar na disputa que reuniu 26 barcos com os melhores iatistas do planeta. Na Miami Mid Winters, também no início de 2017, obteve o 11º lugar no campeonato que envolveu 17 competidores. No final de março, correu o Troféu Princesa Sofia e novamente fez um 11º lugar. 
 
 

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