Rolex chega a 40ª edição renovada e com novidades

Visual da ilha  / Foto: Rolex/Carlo BorlenghiVisual da ilha / Foto: Rolex/Carlo Borlenghi

Ilhabela  - Os maiores nomes da vela nacional continuam a prestigiar a Rolex Ilhabela Sailing Week, que em 2013 chega à sua 40ª edição. Os velejadores disputam regatas equilibradas com os melhores de cada categoria. 
 
As classes convidadas, por sinal, atendem a todos os estilos da vela oceânica nacional, umas das mais vitoriosas da América Latina. Nesse ano, o evento está programado para o período de de 6 a 13 de julho, no Yacht Club de Ilhabela (YCI), e reunirá as classes ORC, HPE, C30, S40, RGS (A, B, C e Cruiser), além das novidades IRC e Star. A história mostra que a elite da modalidade no País testou as principais classes na competição, que lota a cidade do litoral norte paulista nas férias de julho, começando na classe Optimist e chegando aos modernos Carabelli 30 (C30).
 
"Naquele início, a coisa era feita na base do altruísmo, da amizade, da lancha emprestada. Era um evento extremamente leve, simples e divertido. Que eu me lembro, na primeira vez, corri de Snipe. Nem existia propriamente o YCI como existe hoje. Depois, quando começaram os veleiros de oceano, participavam não mais do que uns 30 barcos", relembra Eduardo Souza Ramos, primeiro campeão da Rolex Ilhabela Sailing Week e maior vencedor, com nove títulos.
 
A primeira Semana da Vela de Ilhabela foi pensada em 1969 e organizada com o apoio dos clubes da represa do Guarapiranga, em São Paulo, principalmente do Yacht Club de Santo Amaro (YCSA), e da Prefeitura de Ilhabela. Figuras como Carlos Cyrillo, Mário Volkoff, Geraldo Junqueira, Oscar Wekerle e Flávio Caiuby convenceram associados do YCSA e alguns velejadores de outros clubes da represa a enfrentar horas de estrada para participar de uma competição nova, sem tradição, mas que trazia em si um desafio, como mencionava a carta-convite para as regatas, no item "condições para realização das regatas: são ideais nestas águas, e é desconhecida por todos os velejadores".
 
Quatro anos depois, o YCI tomou a iniciativa de promover um novo torneio de grande porte. "Esta história começou com a chegada da classe Optimist no Brasil. Lembro-me perfeitamente de que, no final de 1972, chegaram ao Brasil os primeiros veleiros da classe Optimist e uma flotilha se formou na represa de Guarapiranga. Como no final daquele ano iria acontecer o Sul-Americano de Optimist, em Buenos Aires, nós, os pais, achávamos que os garotos precisavam treinar melhor no oceano", afirma Raul de Souza Sulzbacher, que era capitão de vela do YCI.
 
Os pais dos alunos de Optimist observaram a garotada velejar e se entusiasmaram, organizando, no ano seguinte, uma semana de provas nas classes Pinguim e Snipe, com a participação de alguns Hobie Cat 16. A partir daí, sempre no meio do ano, os velejadores mantiveram a rotina de disputar regatas em Ilhabela durante uma semana.
 
Os veleiros de oceano paulistas começaram a vir em peso, na segunda metade da década de 1970, para competir nas águas da Ilhabela. No fim da década, o evento se dividiu em uma semana de vela de oceano abraçada pelo YCI e uma competição de vela de monotipos, na segunda metade de julho, organizada pela FEVESP (Federação de Vela de São Paulo) e pela Prefeitura de Ilhabela.
 
Na década de 1980, a Semana de Vela de Oceano de Ilhabela se consolidou sendo organizada pelo Yacht Club de Ilhabela, sob os auspícios de seu vice-comodoro Nelson Bastos, entusiasta da vela de oceano e proprietário do principal fabricante destes na época, a Fast Boats. Acabou se tornando um dos principais campeonatos regionais de vela oceânica e altamente competitivo, atraindo veleiros do Rio de Janeiro e do sul do País. Na década seguinte, sempre apoiado por outros dirigentes do clube, a organização do evento ganhou ‘status’ profissional, com a terceirização da parte operacional e comercial e a ampliação dos patrocínios. 
 
Na segunda metade dos anos 1990, o campeonato ganhou impulso com as parcerias com a Marinha do Brasil, Comando do VIII Distrito Naval de São Paulo e Delegacia da Capitania dos Portos de São Sebastião. A partir de 2000, a profissionalização se acentuou e o número de barcos inscritos cresceu para quase 200 barcos, tornando-se o maior evento de vela oceânica do Brasil e abrindo espaço para sua internacionalização.
 
Inicialmente chamado de Semana de Vela de Ilhabela, o evento ganhou o naming rights da Rolex, marca de relógios suíça, em 2007. Assim, passou a fazer parte do grupo das mais prestigiadas competições, como a Rolex Fastnet Race, Rolex Sydney Hobart, Maxi Yacht Rolex Cup e Rolex Swan Cup. "O Yacht Clube de Ilhabela trabalha para fazer da edição número 40 um momento histórico para a vela brasileira e para nosso clube", ressalta Marco Fanucchi, comodoro do YCI.
 
As raias para 2013 - A Rolex Ilhabela Sailing Week 2013 terá novo sistema para montagem das raias. Sempre atenta às novidades do setor, a Comissão de Regatas irá definir duas áreas especiais para garantir um resultado justo e disputas equilibradas. A primeira raia será instalada na área de baixio (parte rasa do Canal de São Sebastião) e será exclusiva para os barcos das classes HPE e Star. A segunda fica para os veleiros maiores, como RGS, ORC, C30 e S40, que têm mais opções para escolha do local na água.
 
A logística da Comissão de Regatas precisa ser acertada para montar as raias em um evento com cerca de 150 barcos e, por isso, mais de 20 profissionais são destacados para a colocação de boias, demarcação das distâncias e escolha da melhor área com mais ventos e segurança.
 
A Rolex Ilhabela Sailing Week definiu também uma zona proibida para navegação. Os barcos da ORC, RGS, C30 e S40 não poderão velejar na região do baixio no Canal de São Sebastião, que será demarcada com boias pequenas, para garantir a segurança das equipes.
 
Na Regata Alcatrazes por Boreste, prova que abre a edição de 2013, além do apoio da Marinha do Brasil, o evento disponibilizará uma traineira de grande porte para socorrer eventuais quebras de barcos. As regatas barla-sota (vai contra e volta a favor do vento) para Star e HPE terão aproximadamente 5 milhas náuticas (9,3 quilômetros). Para os barcos maiores, as provas terão até 9 milhas (16,7 quilômetros).
 
Veleiros ainda podem se inscrever - As inscrições seguem abertas no site www.risw.com.br. Até esta terça-feira (25), 132 embarcações já estavam confirmadas no evento. 
 
Os veleiros que ficarem em seus clubes de origem, outros clubes com eles conveniados, com amarras próprias ou alugadas, terão 25% de desconto. O valor da inscrição para os barcos que queiram ficar em poitas ou amarras do Yacht Club de Ilhabela será de R$ 400,00 por tripulante até 30 de junho.

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