Brasil conquista vitória suada sobre a Austrália no torneio de polo aquático

Seleção volta à piscina do Maria Lenk nesta segunda para enfrentar o Japão / Foto: Marcelo Pereira/Exemplus/COBSeleção volta à piscina do Maria Lenk nesta segunda para enfrentar o Japão / Foto: Marcelo Pereira/Exemplus/COB

Rio de Janeiro - Gustavo Guimarães, 22 anos, é filho de um ex-goleiro da seleção brasileira de polo aquático e de uma atleta de saltos ornamentais, e irmão caçula de outro jogador de polo. A avó também saltava e fazia nado sincronizado.
 
E o avô, João Gonçalves Filho, foi a nada menos do que sete edições de Jogos Olímpicos defendendo o Brasil: primeiro, como nadador; em seguida, como jogador de polo e técnico de judô, tendo sido porta-bandeira da delegação em 1968, no México. Em sua estreia em Jogos Olímpicos, na noite deste sábado, 6 de agosto, Grummy, como Gustavo é conhecido, mostrou que tem mesmo os esportes aquáticos no sangue ao marcar um dos gols da suada vitória da seleção brasileira de polo sobre a Austrália por 8 a 7. Os outros gols foram de Felipe Perrone, Adrià Delgado (3), Bernardo Gomes, Bernardo Reis e Rudá Franco, com Cotterill (2), Campbell (2), Younger, Kayes e Howden marcando pela Austrália. 
 
"Não tive para onde correr, desde pequeno fiz natação. Mas não gostava muito, aí com 7 anos fui para o polo e adorei. Acho que porque dá para fazer gol, coisa que todo brasileiro gosta", contou Gustavo, revelando que a preparação para essa partida contra a Austrália e a próxima, contra o Japão, foi especial: "A gente estudou muito esses dois adversários, treinou pensando neles, se perguntando: 'o que a gente pode fazer para vencer a Austrália? E o Japão?'. E a gente focou em defender, porque a gente acredita que vence não quem faz mais gols, mas quem leva menos".
 
O jogo foi brigado, mas o Brasil se manteve à frente do marcador desde o início do primeiro quarto até o apito final. Para o técnico Ratko Rudic – croata dono de cinco medalhas olímpicas como treinador e uma como jogador, e que há três anos comanda a seleção brasileira –, essa vantagem no marcador ao longo de toda a partida foi importante para o time se acertar na competição. Outro fator que Ratko não despreza é a torcida, que encheu o Maria Lenk e não parou de gritar um só minuto. "Isso foi espetacular. Fui treinador de muitas equipes, mas nunca antes daquela que organizou os Jogos. Então foi uma surpresa”, disse, comentando que sua cabeça já está no próximo adversário: “O Japão, para nós, é uma partida chave. Se nós ganharmos, ficaremos bem perto de conquistar uma vaga nas quartas de final".
 
A seleção masculina de polo aquático volta à piscina do Maria Lenk nesta segunda, 8 de agosto, às 19h30, para enfrentar o Japão.
 

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