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Lesão no joelho: problema comum e subestimado

O grande vilão do joelho é a torção. Meniscos, ligamentos, tendões e cartilagens podem sofrer lesões quando o atleta mantém o pé parado, fixo no chão, e gira o corpo sobre o joelhoO grande vilão do joelho é a torção. Meniscos, ligamentos, tendões e cartilagens podem sofrer lesões quando o atleta mantém o pé parado, fixo no chão, e gira o corpo sobre o joelho

São Paulo - Muitas pessoas começam a praticar atividades físicas para espantar o sedentarismo e ter mais qualidade de vida. No entanto, não imaginam que a cada passo dado podem estar se aproximando de um problema comum, muitas vezes subestimado: lesões no joelho. 
 
De certa forma, a superação e a dor fazem parte da cultura do esporte, mas do ponto de vida médico, isso não é bom. A dor é um alarme do corpo e, para evitá-la, é imprescindível buscar orientação e acompanhamento médico para fazer os exercícios da maneira correta.
 
Marcio Ferreira, ortopedista do HCor, explica que as lesões no joelho são comuns não só pela anatomia da articulação, mas principalmente pelos hábitos de vida das pessoas. “É o que chamo de ‘tripé da consulta’: sobrepeso, falta de condicionamento físico e orientação. A articulação do joelho depende da musculatura fortalecida para não ser sobrecarregada”.
 
Antes de sair correndo por aí afim de “vencer” o sedentarismo, sem estar preparado fisicamente, é imprescindível fazer um check-up clínico, cardiológico e ortopédico. “É fundamental realizar avaliações periódicas e especializadas, de acordo com o tipo de atividade que quer praticar. Com orientação profissional, é possível começar com exercícios aeróbicos de baixo impacto, como caminhadas, bicicleta, hidroginástica e natação”, alerta Dr. Ferreira. A intensidade e a duração devem, de acordo com o ortopedista, ser aumentadas de 10% a 20% por semana, para que o corpo se adapte ao esforço e minimizem as chances lesões.
 
Machucou o joelho? Veja como proceder
 
O segredo para deixar os joelhos livres de dores é manter hábitos de vida saudáveis e dedicar parte do treino, orienta o ortopedista, à prevenção. Para isso, vale a pena cumprir todas as etapas de adaptação aos treinos e evoluir gradativamente com os esforços. Afinal, quanto mais fortalecida estiver a musculatura, menos serão as chances de lesões. Confira algumas dicas:
 
Repouso: quanto menos movimento fizer, menor será a chance de o problema se agravar. Se possível, mantenha eleve as pernas para evitar acúmulo de sangue na área.
 
Compressas: coloque gelo por 20 minutos e, se possível, faça uma compressão leve no local. O frio tem efeito analgésico e comprime os vasos sanguíneos, evitando o inchaço da região.
 
Check-up: procure um médico para uma avaliação clínica minuciosa e, assim, iniciar o tratamento mais adequado ao tipo de lesão apresentada.
 
 
 

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