Arthur Zanetti faz preparação final para o Mundial de Montreal

Junto da seleção brasileira de ginástica artística, medalhista olímpico viaja neste domingo (17/9/2017) para o Canadá e treinará na cidade-sede da competição até a estreia, no dia 3 de outubro / Foto: Osvaldo F./ContrapéJunto da seleção brasileira de ginástica artística, medalhista olímpico viaja neste domingo (17/9/2017) para o Canadá e treinará na cidade-sede da competição até a estreia, no dia 3 de outubro / Foto: Osvaldo F./Contrapé

Canadá - O ginasta Arthur Zanetti, campeão olímpico, mundial e pan-americano nas argolas, viaja para Montreal, Canadá, com a seleção brasileira, para o compromisso mais importante da temporada, o 47º Campeonato Mundial de Ginástica Artística, de 2 a 8 de outubro.
 
A seleção que se reuniu no Rio em treinamento nos últimos sete dias, viaja neste domingo (17/9/2017) e treinará nas duas próximas semanas num ginásio próximo ao local da competição, que será realizada no Estádio Olímpico de Montreal, a cidade dos Jogos Olímpicos de 1976. A seleção tem Arthur Zanetti, Arthur Nory e Caio Souza, mais Rebeca Andrade e Thais Fidelis na disputa feminina.
 
Arthur Zanetti explicou que 2017 é um ano diferente, por ser pós-olímpico, após os Jogos do Rio/2016, e também o primeiro do novo ciclo até a Olimpíada de Tóquio, em 2020. "É um ano com menos competições. Uma Olimpíada desgasta muito e é ano de recuperação para o novo ciclo olímpico, um pouco mais tranquilo. O Mundial é importante, mas precisamos tomar cuidado porque visamos coisas maiores, como os próximos Mundiais (2018 e 2019), que classificam para a Olimpíada, e a Olimpíada. Acabou o Rio, eu precisava descansar. O Marcos (Marcos Goto, treinador) também, porque a cobrança em cima dele é direta, maior."
 
Mas o Mundial de Montreal é mesmo o foco principal da temporada. "Trabalhamos para as outras competições, mas, principalmente, para esta. É um Mundial só por aparelhos, então muda bastante, porque no Mundial por equipes você tem que fazer sua parte para ajudar os companheiros e a seleção. Agora, se cometer um erro, é para você mesmo, então é um pouco mais tranquilo. Talvez eu faça o solo também, como treinamento. Já que tenho essa vaga, posso fazer para treinar. É importante. Eu treino solo e salto para ajudar a equipe", disse Arthur, já de olho nos Mundiais de qualificação para a Olimpíada.
 
O ginasta ainda observou que o ano pós-olímpico - ganhou sua segunda medalha olímpica, prata nas argolas, nos Jogos do Rio, em 2016, e passou por cirurgia no ombro esquerdo logo após a competição - é mesmo diferente para ginastas do mundo todo, por ter também a adaptação a um novo Código de Pontuação (com notas de partida diminuídas) e recuperação de lesões. "A gente vê, pelos resultados dos nacionais de outros países, do Europeu, das Copas do Mundo, que todo mundo está se adaptando, tem muitos voltando de cirurgia e nem todos vão estar 100%."
 
Arthur está totalmente recuperado da cirurgia no ombro."Estou melhor do que no ano passado, porque na Olimpíada estava sofrendo um pouquinho. Depois fiz a cirurgia, consegui me recuperar bem, o ombro está zerado, sem dor nenhuma. Meu ombro está perfeito, o médico é bom! (Benno Ejnisman, ortopedista)." Arthur enfrentou também uma pequena lesão no antebraço que o tirou da disputa da final das argolas no Brasileiro e no Pan-Americano de Especialistas.
 
Ir à final nas argolas é primeiro objetivo - "A lesão deu uma quebrada no treino, mas ainda temos um tempo. Tínhamos como prioridade fazer uma boa competição no Brasileiro, mas ele saiu das argolas. Também não fez argolas no Pan-Americano. Para um especialista nas argolas, sendo o Arthur, a perspectiva é que esteja 100% até o Mundial. Temos a possibilidade de ir a uma final e disputar uma medalha", afirmou o técnico Marcos Goto.
 
Arthur Zanetti tem três medalhas ganhas em Mundiais nas argolas - ouro, na Auntuérpia (BEL), em 2013, e duas de prata, ganhas em Nanning (CHN), em 2014, e em Tóquio (JAP), em 2011. Na temporada de 2017 levou ouro nas argolas nas etapas da Copa do Mundo de Osijek, Croácia (com 14.900), e Koper, Eslovênia (com 14.850), ambas em maio.
 
Arthur também fala em passar para a final, entre os oito melhores qualificados para a disputa de medalhas. "Primeiro, é classificar para a final. Pegar uma final é o objetivo de agora. Depois, a gente pensa no pódio", explicou sobre as argolas. Arthur vai apresentar a mesma série das Copas do Mundo e seletivas de 2017 já adaptada ao novo Código de Pontuação.
 
O sorteio feito pelos organizadores colocou o Brasil na subdivisão 4 - a equipe masculina se apresentará no segundo dia de competições (3/10/2017).
 
Confira o programa do Mundial
 

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