Para a final da Superliga, Vôlei Nestlé troca a noite pelo dia

Acostumadas aos treinos no período da noite, as jogadoras da equipe de Osasco mudaram suas rotinas de olho na decisão às 10 h do dia 23 (domingo), no Rio de Janeiro / Foto: João Pires/FotojumpAcostumadas aos treinos no período da noite, as jogadoras da equipe de Osasco mudaram suas rotinas de olho na decisão às 10 h do dia 23 (domingo), no Rio de Janeiro / Foto: João Pires/Fotojump

São Paulo - O Vôlei Nestlé chega para a final da Superliga 2016/17 após ter disputado 27 partidas, com 22 vitórias. Todos os duelos foram realizados a noite ou a tarde, mas a decisãol está marcada para domingo (23), às 10h, no Rio de Janeiro, na Jeunesse Arena.
 
Pensando no último e decisivo confronto pela competição nacional, o time de Osasco mudou sua rotina de treinos. Agora os trabalhos táticos e com saltos estão sendo realizados pela manhã, no horário do jogo. Já a parte física e as atividades especificas para cada fundamento no segundo período de atividades do dia. 
 
A líbero Camila Brait conta que a nova programação foi difícil no início, mas que a equipe está se adaptando. "Essa é uma das vantagens de ter vencido a semifinal em três jogos. Desde segunda-feira (10) estamos treinando saltos e coletivos pela manhã e a parte física e as atividades específicas à tarde. O primeiro dia foi complicadol, mas no segundo já melhorou e no terceiro todo mundo estava dando na bola com mais naturalidade. Já estamos nos adaptando e os treinos vão ficando cada vez melhores a partir do momento que o corpo vai se acostumando. Essa fase é importante porque não é fácil jogar às 10h, pois você precisa acordar por volta das 7h, horário que não estamos acostumadas. É um trabalho fundamental para que possamos chegar com o máximo possível de adaptação", comenta a defensora. 
 
Apesar das dIficuldades naturais, Dani Lins releva que gosta de jogar pela manhã. "A adaptação está tranquila e dentro do esperado. O primeiro dia foi mais difícil e deu para perceber pelo treino, que foi um pouco arrastado. Na terça-feira já estavam todas bem ligadas. É questão de dois dias para se adaptar e eu, particularmente, até gosto de jogar de manhã. Sempre acordo bem cedo para passear com meus cachorros, então isso já está na minha rotina. Ter uma semana a mais para isso é positivo, pois a outra semifinal ainda vai ter a quinta partida nesta sexta-feira (Rexona-Sesc x Camponesa/MInas, às 20h, no Rio). Isso é o lado bom, mas tem o ruim que é o fato de perdermos ritmo de jogo, pois é bastante tempo sem atuar. Vamos ter que buscar manter esse ritmo que vínhamos nos treinamentos intensos e com bastante volume", afirma a levantadora. 
 
O preparador físico Marcelo Vitorino explica que essa mudança na rotina requer um período de aquecimento mais longo. "O corpo está acostumado a ter um ritmo mais lento pela manhã e mais forte no período da noite. Quando falo mais forte é em relação ao volume de saltos. O organismo precisa se acostumar com essa mudança porque você está com outro tipo de sintonia pela manhã, pois vem de uma noite de sono, então provavelmente musculaturas e articulações estão menos preparadas para atividade. Por isso, precisamos aumentar toda essa base de aquecimento e essa semana foi excelente para facilitarmos uma maior adaptação para a partida de domingo", explica o profissional da parte física.
 
O time de Osasco lidera as estatísticas da CBV no fundamento ataque com 27,38% de eficiência, sendo segundo em saque, com 6,41%, e em defesa, com 42,04%, quarto em bloqueio, com 29,90%, e quinto em levantamento, com 17,13%. Individualmente, Tandara é a segunda melhor atacante, com 26,68% e a primeira em saque, com 9,40%. Ela é também a maior pontuadora da Superliga com 408 acertos. Camila Brait é a segunda em defesa, com 41,86%, e Bia é a atleta com mais pontos de bloqueio nesta Superliga, com 106 acertos. É a única que superou a marca de 100 pontos. Em aproveitamento, a central é a segunda com 35,09%.
 
Nutrindo os Sonhos dos Jovens - De olho no futuro e na nova geração do vôlei brasileiro, o Vôlei Nestlé reforçou o DNA de seu projeto ao firmar parceria com o Programa Global "Nutrindo os Sonhos dos Jovens", lançado pela Nestlé na Europa em 2013 e que chegou ao Brasil no final de 2015. O time para a temporada 2016/17 apresenta uma mescla de atletas experientes com jovens que buscam espaço em um clube tradicional como Osasco. Jogadoras vitoriosas e consagradas como Carol Albuquerque, Dani Lins, Tandara e Camila Brait são as mentoras das novatas. O programa está voltado para a capacitação de jovens para qualificá-los profissionalmente.
 
Nestlé busca sexto título - A Nestlé tem uma história vitoriosa no vôlei brasileiro e, até o momento, possui cinco títulos da Superliga. Na década de 1990, o Leite Moça ganhou a competição nas edições de 1994/95, 1995/96 e 1996/97. O time daquele período contava com craques como Fernanda Venturini, Ana Moser, Virna e Leila. A empresa retornou ao esporte em 2009, quando assumiu a equipe de Osasco. Na segunda versão do patrocínio, o Sollys/Nestlé foi campeão em 2009/10 e 2011/12. Os dois troféus foram conquistados sob o comando de Luizomar e o time contava com Carol Albuquerque na primeira e com Camila Brait na segunda. 
 
Osasco também almeja o hexa - Pentacampeão nacional, o clube de Osasco também está na briga por sua sexta taça da Superliga. Com o antigo patrocinador, a agremiação subiu no topo do pódio em 2002/03, 2003/04 e 2004/05. Já com a Nestlé de parceiro, o time foi campeão em 2009/10 e 2011/12.
 
Tabela da Superliga
 
Final:
23/04 - 10h00 - Vôlei Nestlé x Camponesa/Minas ou Rexona-Sesc - Rio de Janeiro (TV Globo, SporTV e RedeTV)
 
Semifinal:
31/03 - Vôlei Nestlé 3 x 1 Dentil/Praia Clube - Osasco 
04/04 - Dentil/Praia Clube 0 x 3 Vôlei Nestlé - Uberlândia 
07/04 - Vôlei Nestlé 3 x 1 Dentil/Praia Clube - Osasco 
 
Quartas de Final:
16/03 - Vôlei Nestlé 3 x 0 Fluminense - Osasco (RedeTV)
20/03 - Fluminense 0 x 3 Vôlei Nestlé - Rio de Janeiro (SporTV)
 
2º turno:
07/01 - São Cristóvão Saúde/São Caetano 0 x 3 Vôlei Nestlé - Manaus
13/01 - Pinheiros 3 x 2 Vôlei Nestlé - São Paulo
21/01 - Vôlei Nestlé 3 x 0 Sesi-SP - Osasco 
03/02 - Rio do Sul 0 x 3 Vôlei Nestlé - Rio do Sul
10/02 - Vôlei Nestlé 3 x 1 Terracap/BRB/Brasília Vôlei - Osasco 
14/02 - Vôlei Nestlé 3 x 2 Fluminense - Osasco
17/02 - Camponesa/Minas 3 x 0 Vôlei Nestlé - Belo Horizonte
23/02 - Vôlei Nestlé 3 x 0 Dentil/Praia Clube - Osasco
03/03 - Rexona-Sesc 3 x 1 Vôlei Nestlé - Rio de Janeiro
07/03 - Renata Valinhos/Country 0 x 3 Vôlei Nestlé - Valinhos
11/03 - Genter Vôlei Bauru 1 x 3 Vôlei Nestlé - Bauru 
 
1º turno:
29/10 - Vôlei Nestlé 3 x 1 São Cristóvão Saúde/São Caetano - Osasco 
01/11 - Vôlei Nestlé 3 x 0 Rio do Sul - Osasco 
04/11 - Vôlei Nestlé 3 x 1 Pinheiros - Osasco
12/11 - Sesi-SP 0 x 3 Vôlei Nestlé - São Paulo 
22/11 - Terracap/BRB/Brasília Vôlei 3 x 0 Vôlei Nestlé - Brasília 
26/11 - Fluminense 0 x 3 Vôlei Nestlé - Rio de Janeiro 
03/12 - Vôlei Nestlé 3 x 0 Camponesa/Minas - Osasco 
09/12 - Dentil/Praia Clube 3 x 2 Vôlei Nestlé - Uberlândia 
13/12 - Vôlei Nestlé 3 x 2 Rexona-Sesc - Osasco 
16/12 - Vôlei Nestlé 3 x 0 Renata Valinhos/Country - Osasco 
22/12 - Vôlei Nestlé 3 x 0 Genter Vôlei Bauru - Osasco
 
 

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