Roland-Garros Junior: catarinense e paulista vão para Paris

Ana Paula Melilo / Foto:  Marcelo Zambrana / RGJWCC2018Ana Paula Melilo / Foto: Marcelo Zambrana / RGJWCC2018

Minas Gerais – O catarinense Mateo Reyes - cabeça de chave 1 - e a paulista Ana Paula Melilo - cabeça 3 - são os campeões do Roland-Garros Junior Wild Card Competition by Longines, que terminou neste domingo, dia 15, no Pampulha Iate Clube (PIC), em Belo Horizonte (MG).
 
Na final, Mateo venceu o paulista Rafael Silva por 2 sets a 1, parciais de 4/6, 6/3 e 7/6 (7-5), e Ana Paula derrotou a goiana Lorena Cardoso, por 2 a 0 - 6/2 e 6/2.
 
Os campeões Mateo e Ana Paula garantiram vaga em uma seletiva com os vencedores dos torneios Roland-Garros Junior Wild Card Competition, em parceria com a Longines, da Índia e da China - que foram disputados simultaneamente à competição do Brasil. Quem ficar com o título entre os países entra direto na chave principal juvenil de Roland-Garros.
 
O PIC teve um dia de fortes emoções, que foram do riso da paulista Ana Paula, ao choro de Mateo, equatoriano, nascido em Quito, que tem dupla nacionalidade - seu pai, o arquiteto Carlos Reyes, nasceu no Equador, enquanto a mãe, a nutricionista Geysa, é brasileira.
 
Mateo, 17 anos, derrotou Rafael, de 16 anos, na partida mais longa e emocionante da competição. “Foi um jogo muito difícil e disputado. Cheguei a pensar que perderia, quando ele abriu 5/2 no terceiro set. Mas nada está, nunca, perdido. Corri atrás, consegui empatar e venci no tie-break. Estou muito feliz, pois vou a Roland-Garros. É como um sonho. Não pensava que isso pudesse acontecer tão cedo na minha carreira”, comemorou.
 
Ele joga por Santa Catarina, estado onde mora, e começou no tênis apenas aos 10 anos, ainda em Quito. “Morávamos lá. Quando fiz 11 é que viemos para o Brasil, para Florianópolis. Acabei indo jogar longe de casa, em Itajaí. Como estava dando certo, fui estudar lá também. Mudei para Itajaí, enquanto meus pais ficaram em Florianópolis. Mas lá consegui evoluir e chegar no nível em que estou hoje”, explicou.
 
Para Mateo, Roland-Garros, até este domingo, era muito distante. “Eu sonhava, desde que comecei, a ser um jogador de tênis. Mas o mais perto que cheguei de um Grand Slam foi pela televisão. Ficava assistindo, aliás, assisto a todos os torneios que posso. Agora vou a Paris e jogar em Roland-Garros. É um sonho”, completou.
 
No feminino, o sonho virou realidade para Ana Paula - A final feminina foi a primeira a ser disputada neste domingo. Tanto para a paulista Ana Paula Melilo, de 17 anos, como para a goiana Lorena Cardoso, de 14 anos, a chance de viver um sonho e realizá-lo, pois em jogo estava a oportunidade de ir a Paris, ali, bem pertinho, a uma partida. Ana Paula conseguiu tornar seu sonho realidade. E teve motivos para festejar, pois a mãe, Rita Cavalcante, saiu de São Paulo para Belo Horizonte, para torcer para a filha. “É emoção demais", garantiu.
 
A vitória veio, segundo ela, pelo planejamento. “Tracei um plano, uma estratégia. Tinha de manter a minha rival no fundo de quadra. Se a deixasse subir à rede ou movimentar-se, estaria em apuros. Hesitei em alguns saques, mas consegui equilibrar novamente e, assim, cheguei à vitória e estou em Roland-Garros. Nunca havia pensado nessa possibilidade até agora”, comemorou.
 
Ana Paula analisa sua campanha dizendo que passou do nervosismo à tranquilidade para chegar ao título e à vaga. “No primeiro jogo, eu estava muito nervosa, pelo nível e importância do torneio. Mas tinha de dar uma resposta a mim mesma. Depois disso, fui crescendo jogo a jogo e consegui o meu principal objetivo. Agora é pesquisar quem serão minhas adversárias, mas antes, quero aproveitar, muito, essa vitória”.
 
 
 

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