Roland-Garros Junior: Nalanda, uma menina que sonha alto

Nalanda Silva sonha em ser a nº 1 do mundo / Foto: Marcelo Zambrana / RGJWCC2018Nalanda Silva sonha em ser a nº 1 do mundo / Foto: Marcelo Zambrana / RGJWCC2018

Minas Gerais – A disputa por uma vaga para o qualifying juvenil de Roland Garros começou nesta quinta-feira, dia 12, em Belo Horizonte (MG). A rodada de abertura do Roland-Garros Junior Wild Card Competition by Longines foi realizada nas quadras do Pampulha Iate Clube (PIC), com 16 jogos, 8 na chave masculina e 8 na chave feminina.
 
Entre os juvenis que participam do torneio, estão algumas histórias emocionantes, de superação e sonho, como a de Nalanda Teixeira da Silva, de apenas 15 anos, menina pobre de Minaçu, no interior de Goiás, que foi o destaque do primeiro dia de competições, derrotando a manaura Thássane Abrahim por 2 sets a 0, parciais de 6/3 e 6/4. A competição reúne 32 tenistas juvenis, até 18 anos, vindos de oito estados do País e do Distrito Federal. Os campeões - masculino e feminino – garantem lugar no quali do Grand Slam francês, no final de maio, em Paris.
 
A história de Nalanda começa aos 9 anos, quando foi levada por uma amiga para brincar de tênis, num projeto social de sua cidade, apadrinhado pela extinta Sama, empresa do ramo de amianto, que fechou no ano passado, onde seu pai, Ednaldo trabalhava. A mãe, Simone, era professora. A simples brincadeira ganhou tons de seriedade, quando Laurent Philippe, técnico francês que dirigia o projeto e trabalhou na Federação Francesa de Tênis, a viu jogar e convidou para entrar na equipe. “Gostei do jogo e decidi que queria ser tenista. Foi assim que tudo começou”, explicou Nalanda.
 
Como integrante do Projeto Social, ela passou a treinar forte e logo estava disputando os primeiros torneios. As vitórias se sucederam e, com a mudança do treinador para Goiânia (GO), acabou indo com ele. “Fui treinar e estudar lá. No ano passado, o projeto acabou e segui junto para Goiânia. Meu pai ficou desempregado e, por isso, ele e minha mãe também mudaram para a Capital”.
 
Mas, uma nova mudança ainda estava por vir. Depois de dois meses em Goiânia, Laurent, o treinador, foi convidado para ir para o Rio de Janeiro, para cuidar da formação de jovens tenistas da Tennis Route, projeto que é capitaneado por João Zwestch, técnico do Brasil na Copa Davis.
 
“O Laurent me levou junto. Isso significou uma mudança muito grande na minha vida, pois hoje continuo estudando, mas faço isso à distância, pelo site de uma escola de Goiânia.”
 
O tênis tornou-se a razão da vida de Nalanda. “Eu quero ser profissional. Quero mais: ser a melhor do mundo. Vou tentar ser profissional, disputar o Circuito Mundial, antes dos 18 anos. Sei que terei de trabalhar duro, mas tenho disposição para isso.” E ela está conquistando resultados importantes. Neste início de ano, ficou em segundo lugar nos 16 anos do Circuito Cosat, disputado em vários países da América do Sul. A tenista está convocada para a Gira Européia, quatro torneios a partir de junho.
 

Eventos esportivos / Entidades Mundiais

 

 

 
Mascotes

Mais lidas da semana

Curta - EA no Facebook