CBSurf Tour Hang Loose Japan Trials define seleção para o Mundial Júnior ISA

3ª etapa do Circuito terá 136 surfistas sub18 entre os dias 25 e 27 deste mês / Foto: Munir El Hage3ª etapa do Circuito terá 136 surfistas sub18 entre os dias 25 e 27 deste mês / Foto: Munir El Hage

São Paulo - De volta ao Circuito após vários anos, São Paulo receberá a mais importante disputa da temporada no País entre os surfistas da nova geração.
 
O CBSurf Tour Hang Loose Japan Trials definirá a seleção brasileira para o Mundial Júnior da International Surfing Association (ISA), em setembro, no Japão, no mesmo “palco” que receberá a estreia da modalidade nos Jogos Olímpicos de 2020. A 3ª etapa do ranking da Confederação Brasileira de Surf será disputada em dois dias, entre 25 e 27 próximos, na Praia de Maresias, em São Sebastião.
 
Serão 136 surfistas em ação, com limite de 18 anos de idade. Destaque para as categorias com as vagas para o Mundial - três na sub18 masculina, duas na sub18 feminina, quatro na sub16 masculina e duas na sub16 feminina. Também em disputa a sub14 masculina, válida apenas para o ranking brasileiro.
 
A expectativa é grande para a formação de um time forte para disputar os ouros em Chiba. “Mais uma vez levaremos um time muito competitivo”, afirma o presidente da CBSurf, Adalvo Argolo, lembrando que esse mundial será importante para a nova geração, de olho na estreia do surf nos Jogos Olímpicos, em Tóquio 2020. “Vai ser importante para todos, pois já conheceremos a praia onde será o evento olímpico”, ressalta.
 
O vice-presidente da entidade, Guilherme Pollastri, reforça o espírito olímpico que a modalidade vive. “O primeiro passo já foi dado quando levamos a delegação para disputar o ISA World Surfing Games, na França, com o total apoio do Ministério do Esporte. Lá, estreitamos nossa relação com a ISA e fizemos a proposta para trazer o Mundial Júnior de 2018 e o ISA Games 2019, quando o evento deverá valer vaga direta para Tóquio”, revela.
 
“Mas certamente, este Mundial Júnior será o primeiro passo desta geração para poder chegar à seleção olímpica”, reforça Guilherme, exaltando o apoio que o surf já vem recebendo do Governo Federal, inclusive com a presença do ministro do Esporte, Leonardo Picciani com a equipe brasileira no evento na França. “Gostaria de ressaltar o apoio do Ministério e a presença de um ministro pela primeira vez na história do ISA Games. O Brasil foi citado como exemplo por ter um ministro de Estado no evento”, enaltece.
 
Os dirigentes também comemoram o retorno de São Paulo como sede do Brasileiro, sobretudo em etapa decisiva. O estado sempre teve tradição em receber competições, manter uma equipe forte (neste ano liderando o ranking empatada com Santa Catarina) e formar talentos. Entre os exemplos, Gabriel Medina e Adriano de Souza, campeões mundiais de 2014 e 2015, respectivamente e que fizeram história nas disputas de base. Gabriel, inclusive, campeão mundial júnior em 2010, na Nova Zelândia.
 
“É de suma importância o retorno de São Paulo às competições da CBSurf e estamos trabalhando para ter todos os estados do Brasil organizados e competitivos”, diz Adalvo. “São Paulo, além de ser o maior mercado brasileiro, vem há muito tempo fazendo um grande trabalho e produzindo os melhores atletas brasileiros. Então, vejo com naturalidade este fato”, complementa Guilherme.
 
Na organização da etapa, Bukão e Silvério trabalham juntos há mais de 3 décadas - O sucesso de um campeonato de surf depende de vários fatores, inclusive da sorte com ondas, mas um fator é crucial, a expertise de seus organizadores. Nesse ponto, a etapa paulista do CBSurf Tour, o Hang Loose Japan Trials, é mais do que preparada. Marcos Bukão e Silvio da Silva, o Silvério, já atuam juntos na realização de eventos de base há mais de três décadas.
 
A dupla incansável é uma das grandes responsáveis pelo surf chegar ao status que alcançou, ajudando a revelar e formar grandes nomes da modalidade. Começaram ainda na antiga Associação de Surf da Baixada Santista (ASBS) em 1986 e são os responsáveis pela realização do Paulista de Base há 30 anos. “Nesse tempo, aprendemos a reconhecer onde cada um é bom e respeitar e deixar o outro com liberdade de fazer a sua parte”, revela Bukão.
 
“E naturalmente a parceria também dá certo, porque eu e o Silvério temos uma percepção muito parecida de como o trabalho deve ser conduzido e, dificilmente, divergimos em decisões importantes”, acrescenta. “As ideias combinam. Os pensamentos são iguais. Sempre foi assim nesses 30 anos”, reforça Silvério.
 
Vivência em campeonatos não falta a eles. Silvério é o presidente da Federação Paulista de Surf, sem dúvida, a mais atuante no País, há mais de 20 anos e Bukão é o diretor de prova do Circuito da CBSurf e também de todos os eventos da ISA desde o início dos anos 90. Atuou diretamente no trabalho de inclusão do surf nas olimpíadas e está presente em qualquer campeonato oficial da entidade reconhecida pelo Comitê Olímpico Internacional (COI).
 
“Os resultados dos atletas em competições nacionais e internacionais mostra, por si só, como vem dando certo esta parceria”, relaciona o presidente da CBSurf, Adalvo Argolo. “Essa dupla vem fazendo um incansável e excelente trabalho. Bukão é um profissional extraordinário e tem todo o respeito da CBSurf e da ISA. O Silvério promove como ninguém o que os surfistas mais precisam, campeonatos”, elogia o vice da entidade, Guilherme Pollastri.
 
Silvério e Bukão mostram animação com o retorno de São Paulo para o Circuito. “Com essa nova proposta da CBSurf, São Paulo aceitou e está apoiando e já está colhendo os frutos”, diz Silvério, tanto sobre a sede da etapa quanto à liderança do ranking por equipes.
 
“É emocionante e gratificante. Quem viu a alegria e a empolgação da equipe de São Paulo comemorando o título em Pernambuco toma consciência do quão importante é para os jovens atletas viverem essa experiência”, emenda Bukão, resumindo muito bem a relevância da inclusão do surf como modalidade olímpica. “Entrar na Olimpíada foi a terceira coisa mais importante para o surf em todos os tempos, depois da criação das ondas e da invenção da prancha”, completa.
 
Depois de duas etapas realizadas – Salinópolis/Pará e Maracaípe/Pernambuco, os grandes destaques do CBSurf Tour 2017 são o paulista de Guarujá, Eduardo Motta, e a catarinense de Palhoça, Tainá Hinckel. Ele é o líder isolado da sub18 e segundo colocado na sub16, que tem Daniel Templar, de Saquarema/RJ, na ponta. Ela é a número 1 da sub16 (com 100% de aproveitamento) e sub18. Na sub14 masculina, Luis Mendes, de Santa Catarina também chega com duas vitórias. Já na disputa por equipes, São Paulo e Santa Catarina dividem a liderança, com 1.900 pontos.
 

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