Brasil conquista 62 vagas em oito modalidades para o Pan 2019

O Brasil ficou em segundo lugar, com um total de 204 medalhas, sendo 90 de ouro, 58 de prata e 56 de bronze / Foto: Washington Alves/Exemplus/COBO Brasil ficou em segundo lugar, com um total de 204 medalhas, sendo 90 de ouro, 58 de prata e 56 de bronze / Foto: Washington Alves/Exemplus/COB

Bolívia - Com uma delegação formada por 316 atletas, a sétima em quantidade entre os 14 países participantes, o Time Brasil cumpriu os objetivos propostos pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB) nos Jogos Sul-americanos Cochabamba 2018, que se encerrou na sexta-feira, dia 8. 
 
Na Bolívia, a delegação brasileira garantiu 62 vagas antecipadas em oito modalidades para os Jogos Pan-americanos Lima 2019, no Peru: boliche (equipe mista), handebol (masculino e feminino), karatê, pentatlo moderno, rugby (equipe feminina), tiro esportivo, triatlo (team relay) e wrestling (ver lista abaixo). Além disso, proporcionou experiência para uma equipe formada em sua grande maioria por atletas sub-23 no primeiro evento multiesportivo do ciclo olímpico Tóquio 2020. 
 
Mesmo estando presente em apenas 35 das 48 modalidades em disputa nos Jogos, o Brasil disputou a liderança do quadro de medalhas lado a lado com a Colômbia, que competiu com uma delegação experiente e bem mais numerosa. Em uma definição no último dia de provas, o Brasil ficou em segundo lugar, com um total de 204 medalhas, sendo 90 de ouro, 58 de prata e 56 de bronze. 
 
O Time Brasil conquistou a última medalha da competição no revezamento misto do pentatlo moderno, nesta sexta-feira. Maria Ieda Guimarães e Victor Barbosa marcaram 188 pontos para ficar com o ouro. Argentina ficou com a prata com 156 pontos e o Equador com o bronze com 121 pontos marcados. Maria Ieda Barbosa está classificada para disputar os Jogos Olímpicos da Juventude Buenos Aires 2018, marcados para outubro.
 
“A avaliação da participação do Brasil é extremamente positiva. O modelo proposto para a formação da delegação vai passar por um processo de avaliação interna no retorno ao Brasil, mas a delegação cumpriu com os objetivos definidos anteriormente com muito êxito”, disse o chefe da missão brasileira, Marco La Porta. “Mesmo com uma delegação bem enxuta, formada basicamente por jovens atletas, conseguimos alcançar resultados muito interessantes, proporcionando que novos nomes surgissem no processo de maturação até os Jogos Olímpicos de Tóquio”, afirmou La Porta, vice-presidente do COB.
 
O Brasil liderou o quadro de medalhas específico de várias modalidades, como no atletismo (25 medalhas), ginástica artística (21), judô (14), natação (31), tênis de mesa (8), entre outras. Além disso, Cochabamba 2018 apresentou jovens atletas, como a maior medalhista dos Jogos, Gabrielle Roncatto, de apenas 19 anos. 
 
A nadadora paulista Gabrielle Roncatto conquistou cinco medalhas, sendo quatro de ouro e uma de prata. Gabrielle venceu os 200m livre, os 200m e 400m medley, e o revezamento 4x200m livre; ficando com a prata nos 400m livre. “Eu não esperava todas essas conquistas porque a equipe de natação não fez um trabalho específico para essa competição. Estou muito feliz com os meus resultados”, disse Roncatto, elogiando a nova geração da natação brasileira que começou a aparecer em Cochabamba. “Eles são muito talentosos e dedicados. Eu treino com a equipe principal e vejo que essa garotada está vindo com tudo. Treinam muito, aquecem fora dá água e se preocupam com alimentação. Eles vão fazer muito pela natação do Brasil em Tóquio 2020 e Paris 2024”, disse a atleta, única da equipe que disputou os Jogos Olímpicos Rio 2016.
 
Além de Roncatto, na liderança, o Time Brasil teve seis atletas entre os dez maiores medalhistas dos Jogos: Natália Gáudio (ginástica rítmica), Bruna Takahashi (tênis de mesa), e Ana Carolina Vieira (natação) empatadas em segundo com quatro ouros; Rafaela Raurich (natação) e Flávia Saraiva (ginástica artística) ficaram em oitavo, com três de ouro e uma de prata; e Vitor Iishiy (tênis de mesa) em décimo com três de ouro e uma de bronze. 
 
Apesar de formada por uma maioria de atletas jovens, a delegação brasileira foi composta também por alguns destaques do cenário internacional, entre eles medalhistas olímpicos como Arthur Zanetti (ginástica artística), Isaquias Queiroz e Erlon Souza (canoagem) e Maicon Andrade (taekwondo), Rosângela Santos (atletismo) e campeões mundiais como Douglas Brose (karatê) e Deonise Fachinello (handebol), entre outros.
 
“Procuramos mesclar a experiência de alguns atletas nas modalidades que buscavam a vaga para o Pan com a juventude de atletas de talento, mas que ainda precisam de vivência em competições internacionais e multiesportivas.  O modelo foi muito válido e eu estou muito satisfeito com a dedicação dessa jovem geração que defendeu as cores do Brasil com muita garra e determinação, além de talento”, disse Marco La Porta, em sua primeira chefia de missão. 
 
O Time Brasil conquistou a última medalha da competição, no revezamento misto do pentatlo moderno, na tarde desta sexta-feira, dia 8. Maria Ieda Guimarães e Victor Barbosa fizeram 1288 pontos para ficar com o ouro, seguidos da Argentina, com 1256, e do Equador, com 1221.
 
A última participação do Brasil em Cochabamba 2018 será na cerimônia de encerramento, marcada para as 20h (de Brasília), no estádio Felix Caprilles. O Time Brasil terá o medalhista olímpico da canoagem Erlon Souza como porta-bandeira. Medalha de prata nos Jogos Olímpicos Rio 2016 no C2.1000, o baiano Erlon conquistou o ouro na mesma prova em Cochabamba, mais uma vez ao lado de Isaquias Queiroz.  “Não esperava por essa. Foi uma surpresa.  Sempre tive a curiosidade de saber qual é a sensação de levar a bandeira do meu país em uma cerimônia e agora eu vou ter o prazer de levar a bandeira do Brasil”, disse Erlon. “É o reconhecimento ao meu trabalho e aos resultados que venho conquistando. Fico muito feliz”, afirmou o atleta.
 
O Brasil teve representantes em Cochabamba em 35 modalidades: atletismo, badminton, boliche, boxe, canoagem, ciclismo BMX, ciclismo estrada, ciclismo MTB, ciclismo pista, esgrima, ginástica artística, ginástica rítmica, ginástica trampolim, golfe, handebol, hipismo saltos, hóquei sobre grama, judô, karatê, levantamento de pesos, maratona aquática, nado artístico, natação, patinação artística, pentatlo moderno, remo, rugby, saltos ornamentais, taekwondo, tênis de mesa, tiro com arco, tiro esportivo, triatlo, vela e wrestling. Por uma decisão conjunta do COB com as Confederações o país não esteve representado no basquete, basquete 3x3, esqui aquático, futebol, futsal, patinação velocidade, pelota vasca, polo aquático, raquetebol, squash, vôlei, vôlei de praia e tênis.
 
Os XI Jogos Sul-americanos Cochabamba 2018 contaram com aproximadamente 4.350 atletas de 14 países em disputas de 48 modalidades e 376 provas em 43 instalações esportivas. A próxima edição dos Jogos Sul-americanos será realizada em Assunção, no Paraguai, em 2022.
 
Confira as vagas conquistadas para Lima 2019 em Cochabamba:
 
Boliche:
- Equipe masculina (2 vagas)
 
Handebol:
- Equipe feminina (15 vagas)
- Equipe masculina (15 vagas)
 
Karatê:
- 7 vagas
 
Lutas: 
- 3 vagas
 
Pentatlo moderno:
- 2 vagas
 
Rugby:
-  Equipe feminina (12 vagas)
 
Tiro Esportivo:
- 2 vagas
 
Triatlo:
- Team Relay – 4 vagas
 
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