CT Time Brasil: preparação de atletas no coração do Parque Olímpico

Legados Olímpicos / Foto: Divulgação COBLegados Olímpicos / Foto: Divulgação COB

Rio de Janeiro - O caminho para um atleta de alto rendimento chegar ao pódio olímpico é longo e difícil. Além da dedicação intensa ao esporte e a rotina de treinamentos, é fundamental ter também estrutura de alta qualidade para os treinos, exames e recuperação.
 
E desde 2010 o Comitê Olímpico do Brasil (COB) mantém à disposição dos atletas o Centro de Treinamento Time Brasil, em plena área que seis anos depois se tornaria o Parque Olímpico do Rio 2016. 
 
O CT Time Brasil engloba o Parque Aquático Maria Lenk, palco do polo aquático durante o Rio 2016, e a Arena da Barra, onde funciona o CT de Ginástica Artística. Nele, os atletas têm acesso a Sala de Combate, Sala de Força e Condicionamento, Sala de Descanso, refeitório, Laboratório Olímpico e um ginásio com trampolins, colchões, camas elásticas e caixotes para os treinos no seco de saltos ornamentais. São 12 modalidades diretamente atendidas pelo COB no CT Time Brasil, com cerca de 200 atletas por mês no local. O espaço vai além de ponto de encontro e preparação dos atletas de alto rendimento do país. Ele também é a sala de aula dos alunos-treinadores que participam da Academia Brasileira de Treinadores (ABT).
 
“Aqui tem a parte física, a parte técnica e a sala da massagem, onde a gente dá uma descontraída. Tudo o que a gente precisa para o judô temos aqui. Está com uma dor, tem o fisioterapeuta, o massoterapeuta. Tem o tatame para a gente fazer o treino técnico e a parte física. Tem até uma banheira de gelo, não falta nada aqui. Aqui no Maria Lenk é o espaço do sofrimento. A gente vem pra cá e volta pra casa quase chorando. Se você quer sofrer, pode vir pro Maria Lenk”, brincou a campeã olímpica Rafaela Silva, em um dia de treinamento no local.
 
“No CT Time Brasil temos o primeiro ginásio específico para saltos ornamentais no Rio de Janeiro e já sentimos a diferença. Temos progredido bastante e, até Tóquio 2020, só temos a melhorar. Os trampolins são maravilhosos. O centro de treinamento aqui com certeza é top de linha e temos tudo do bom e do melhor. Além disso, treinar ao lado de pessoas como a Rafaela Silva, que é campeã olímpica, é encorajador. Aqui já é um aquecimento para essa confraternização do Time Brasil. A gente já vê a nossa equipe mais unida para chegar nas competições multiesportivas. Já estamos torcendo um pelo outro”, destacou a saltadora Tammy Galera, outra atleta que utiliza o espaço para treinamentos.
 
A poucos metros dali, na Arena da Barra, o CT de Ginástica foi a base de preparação do Time Brasil para os Jogos Olímpicos Rio 2016. O local é um dos mais bem equipados do mundo, e segue como casa da ginástica brasileira, agora com adequações e melhorias após a sua reabertura em maio deste ano. Durante os Jogos, a área do CT de Ginástica foi utilizada para o aquecimento dos atletas olímpicos antes da competição.
 
O Laboratório Olímpico ocupa uma área de aproximadamente 1.700m² e conta com uma série de equipamentos de última geração. Com um conceito inovador, o Laboratório viabiliza a avaliação, orientação e controle do treinamento de atletas olímpicos. Sua estrutura pode atender todas as modalidades olímpicas e tem como foco de trabalho fornecer dados científicos para que o treinador tome as melhores decisões na elaboração do programa de treinamento de seus atletas, diminuindo o risco de lesões, aumentando a qualidade efetiva desse treinamento e possibilitando a melhoria dos resultados esportivos. O Laboratório também tem a vantagem de poder se tornar itinerante, levando alguns exames até o atleta, inclusive os de fora do Rio de Janeiro. É o Legado Olímpico indo até atletas de alto rendimento de outras regiões do país.
 
“Todos esses equipamentos de ponta à nossa disposição no Laboratório Olímpicos e a bateria de avaliações que passamos contribuirão muito para as pesquisas relacionadas à ginástica. Esse trabalho será muito benéfico também para as novas gerações, que já saberão o que fazer, principalmente na prevenção de lesões. Essa bateria de exames é fundamental para termos dados que nos auxiliem a melhorarmos nosso desempenho”, analisou o campeão olímpico Arthur Zanetti e prata nas argolas no Rio 2016 ao passar por exames no Laboratório Olímpico. 
 

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